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Sábado, Outubro 2, 2004

1,7 milhões de alunos (não universitários) deveriam ter iniciado as aulas no passado dia 16 de Setembro e não o fizeram;
145 mil professores leccionam no ensino estatal;
50 mil é o número de professores que ainda continua à espera de ser colocado, dos quais 30 a 40 mil continuam com a casa às costas todos os anos e, contrariando as ordens do Governo para os restantes empregadores, alguns são, há mais de 15 anos, professores contratados;
2,2 a 3% será a taxa de inflação para 2005 calculada pelo Banco de Portugal. Se o aumento anunciado pelo Governo para a Função Pública for indexado à taxa de produtividade do país que é cerca de 1%, sempre é melhor que os 0 % de aumento que foi atribuído nos últimos três anos.
… Euros (é tanto que nem me lembro) é o valor que o estado delapidou ao contribuinte para adquirir um programa informático de colocação de professores, para acabar outra vez a elaborar essa colocação à moda antiga: “à mão”;
12 320 é o numero de escolas do pré-escolar existentes em Portugal;
9 207 é o número de escolas do primeiro ciclo existentes em Portugal;
2 928 é o número de escolas do segundo ciclo existentes em Portugal;
1 341 é o número de escolas do terceiro ciclo existentes em Portugal;
641 é o número de escolas do ensino secundário existentes em Portugal;
50 euros é o valor mínimo a gastar em livros no primeiro ciclo;
150 a 200 euros é o valor mínimo a gastar em livros no segundo ciclo;
200 a 250 euros é o valor mínimo a gastar em livros no terceiro ciclo;
500 euros é o valor mínimo a gastar em livros no secundário;
22% é a percentagem de portugueses que vivem “em risco de pobreza”, o que nos coloca em segundo lugar na União Europeia dos 15;
2300 é o numero dos sem-abrigo em Lisboa e no Porto;
18 156 euros é o valor de uma reforma “milionária” que o engenheiro Mira Amaral vai auferir mensalmente.

Pê éSse final:
É pena que passados 30 anos sobre o regime da “velha senhora”, ainda existam pessoas pouco sensíveis em relação às opções de escolha que alguns Encarregados de Educação necessitam de fazer – e falo de casos muitas vezes dramáticos – ou já fizeram quando realizaram a matrícula dos seus educandos no primeiro ciclo. Logo, pedir humildemente essas preferências é ter que lutar por elas e, ao mesmo tempo, sujeitar-se a calúnias e mentiras que nem ao diabo lembram.

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