Centro de Saúde encerra aos fins-de-semana a partir de Fevereiro
Quinta-feira, Janeiro 5, 2012

Os Centros de Saúde do Agrupamento Guimarães e Vizela, entre os quais se encontra o das Taipas, vão suspender os serviços realizados ao fim-de-semana e entre as 20 e 22 horas, a partir de 1 de Fevereiro.

A decisão é do Agrupamento de Centro de Saúde de Guimarães e Vizela (ACES) e resulta das limitações orçamentais que respeitam aos “valores disponíveis para pagamento de trabalho extraordinário” para 2012, reduzidos em 38%, impostas pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN).

O documento que dá conta desta medida refere que a mesma deriva de uma proposta do ACES Guimarães Vizela, apresentada e que obteve a respectiva concordância da ARSN, tendo em conta as limitações impostas, por esta última entidade, em termos orçamentais para pagamento de trabalho extraordinário.

Assim, as onze Unidades de Saúde Familiar pertencentes ao referido ACES vão encerrar ao fim de semana a partir do próximo dia 1 de Fevereiro.

Nestes dias, nas USF das Taipas, mais de 50% dos actos médicos e de enfermagem realizados dizem respeito a consultas devidamente programadas, com utentes que, quase sempre por motivos de ordem profissional, não conseguem deslocar-se ao Centro de Saúde durante a semana.

Nas USF das Taipas há ainda quem entenda que através da implementação de outras soluções que não implicassem o fecho dos serviços ao fim-de-semana, se conseguiria a poupança imposta pela ARSN.

PUB

Artigos Relacionados

Centro de saúde das Taipas – A ameaça continua
Quinta-feira, Março 4, 2004

A Administração Regional de Saúde do Norte recuou nos seus intentos de esvaziar o Centro de Saúde das Taipas da sua competência de Serviço de Saúde Pública.

A Administração Regional de Saúde do Norte recuou nos seus intentos de esvaziar o Centro de Saúde das Taipas da sua competência de Serviço de Saúde Pública. Antes do mais, trata-se de uma importante vitória do movimento que se gerou, no qual a CDU teve papel determinante. É pelos actos, mais do que pelas palavras, que se vê quem está com o desenvolvimento sustentado das Taipas e quem o troca por interesses partidários.

Na verdade, o desenlace da situação fez com que algumas máscaras caíssem na quarta-feira de cinzas. Sabe-se que foi a contra-gosto que alguns aceitaram integrar o protesto contra a medida do Governo. Sabe-se e até se compreende, mas já não se aceita que incapazes de dizerem de olhos nos olhos o que realmente pensam e querem, ajam na sombra atribuindo aos outros, designadamente aos muitos autarcas de variadas origens, intenções menos transparentes.

Talvez os que agem dessa maneira não se tenham ainda apercebido que usam métodos próprios do fascismo, porque nesse malfadado regime deposto em 25 de Abril de 1974, quando se pretendia denegrir ou apoucar uma luta, um protesto popular colava-se-lhe a etiqueta de comunista, na expectativa de afastar eventuais aderentes e enlamear, por outro lado, a dignidade dos que ousavam erguer-se do chão contra a besta.

Alegam alguns apoiantes da coligação da direita no poder que o Serviço de Saúde Pública das Taipas não se justifica, porque só passa meia dúzia de papéis. Outros defendem o Governo que os nomeou e sustenta invocando a escassez de meios humanos. Uns e outros colocam o Governo acima das populações.

Porque, o que deve contar não é o volume de documentos que são emitidos, ou a falta de médicos especialistas, mas outrossim a aproximação dos serviços às populações que deles necessitam. Por este andar, qualquer dia concentra-se tudo em Lisboa e quem quiser que vá lá, porque desse modo o Governo poupa e apresenta resultados económicos excelentes para mostrar em Bruxelas.

PUB

Artigos Relacionados