PUB
Centro de competências e excelência têxtil ficará sedeado em Famalicão
Quinta-feira, Setembro 28, 2006

A garantia foi dada por Manuel Pinho – Ministro da Economia e da Inovação no final do fórum de debate da indústria têxtil. Apesar de todas as ameaças e de todos os vaticínios que davam o têxtil como um sector condenado, há sinais de que o mesmo se tem aguentado à força dos processos de globalização.

O Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, anunciou hoje que está para breve a instalação em Vila Nova de Famalicão do centro de competências e excelência têxtil, equipamento há muito aguardado no seio do sector. A divulgação foi feita ao final da tarde, no encerramento da oitava edição do Fórum da Industria Têxtil, que se realizou no CITEVE em Famalicão, o mesmo local onde ficará instalado o novo centro.

Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), acusou a sua satisfação após o anúncio de Manuel Pinho. No entender do dirigente daquela associação sectorial, será mais um passo para a consolidação do CITEVE como centro da inteligência do sector têxtil. Durante a tarde foi também divulgada a transferência para aquele espaço da sede da ATP.

O programa do fórum consistiu num debate sobre o tema da competitividade no mercado global. Entre os presentes no painel de convidados e para além de um grupo de empresários, esteve Alberto Castro – académico e especialista em várias áreas da economia; e ainda Basílio Horta – Presidente da Associação Portuguesa de Investimento.

O centro da discussão centrou-se na análise da “ressaca da liberalização do comércio mundial”, como lhe chamou Paulo Nunes de Almeida, particularmente o capítulo da abertura por parte da Organização Mundial de Comércio aos países asiáticos.

Apesar de tudo, concluiu-se no encontro, o sector têxtil reagiu bem ao choque. Há registo de um crescimento na produtividade, embora ainda haja a ameaça de ser uma indústria bastante extensiva.

Daniel Bessa, que liderou a equipa que desenvolveu o Programa de Recuperação de Áreas e Sectores Deprimidos (PRASD) e neste encontro ficou incumbido de tecer as suas conclusões, referiu que o sector têxtil sobreviveu aos vaticínios mais negativos e ao rótulo de “sector tradicional” que, sugere o investigador, surge sempre que há uma ameaça. “No têxtil essa imagem está a ser esbatida” – referiu.

Texto e foto: Paulo Dumas

Artigos Relacionados