Centro de Ciência Viva de Guimarães
Quinta-feira, Setembro 22, 2016

Há já algum tempo que queria visitar o Centro de Ciência Viva de Guimarães, por isso, na passada semana, convidei os meus dois sobrinhos para me fazerem companhia e fomos conhecer o vigésimo centro de ciência da Rede Nacional de Centros de Ciência Viva. A visita foi uma verdadeira e agradável surpresa, passamos uma tarde tão divertida quanto didática. Além disso, achei o preço dos bilhetes acessível (3,50 € para adultos, 3,00 € para crianças dos 6 aos 17 anos e 2,50 € para crianças até aos 5 anos), mais barato do que uma ida ao cinema, tanto mais que inclui uma visita guiada, educativa e extremamente interessante para todas as faixas etárias.

À entrada do edifício da antiga fábrica de curtumes “Âncora” fomos recebidos pelas palavras garrafais “curtir ciência”, cujo sentido ambíguo reporta-nos para o tempo em que aquelas instalações eram utilizadas para o processo de curtidura das peles e, ao mesmo tempo, cria-nos a expectativa de uma visita divertida e prazerosa.

Aberto ao público desde meados de dezembro do ano passado, o Centro de Ciência Viva de Guimarães promove a cultura científica e tecnológica através da aprendizagem experimental, apresentando uma exposição interativa que aproxima o visitante da tecnologia e da ciência e que estimula a curiosidade, a reflexão crítica e a criatividade de pequenos e graúdos. De facto, assim como os seus congéneres, o Centro de Ciência Viva da nossa cidade é um espaço didático e lúdico que rompe com a conceção tradicional do museu, apostando na interatividade, no dinamismo e na experimentação em detrimento de uma mera exposição, convidando, portanto, o visitante a testar os objetos existentes e a tirar as suas conclusões.

A exposição permanente dispõe de sete núcleos de diferentes áreas do conhecimento (comunicações; museu de couros; estruturas, vibrações e som; demótica; robótica; reciclagem e realidades virtuais) compostos por dezoito experiências, que permitem, por exemplo, utilizar um ”tubo falante” para manter uma conversa, tal como se fazia no século XIX para se comunicar entre as diferentes zonas de um navio; simular o comando de um veículo na superfície lunar; observar os pontos mais quentes e mais frios do nosso corpo através da sua imagem termográfica ou ainda medir a variação da intensidade da nossa voz. Muito interessante, não é? Mas ainda há mais. Durante o percurso da exposição pode-se ainda observar um robô que, em poucos minutos, resolve o cubo de Rubik e outro que joga golfe melhor do que a maioria das pessoas. Mas o que mais me encantou, assim como às crianças, foi a área da reciclagem. Nesse módulo da exposição pudemos comprovar que “na natureza nada se perde, tudo se transforma”. Com o auxílio do guia, os visitantes podem fazer parte do “mágico” processo de transformação de uma garrafa de plástico num porta-chaves, intervindo nas fases de granulação, separação e injeção de resíduos. Neste processo de reciclagem, a garrafa é desfeita em pequenos grânulos que, depois de devidamente separados, são submetidos a uma temperatura elevadíssima, transformando-se numa substância pastosa que injetada num molde converte-se num útil porta-chaves.

Assim, da próxima vez que quiser passar uma tarde divertida e aprender algo mais, não deixe de explorar o Centro de Ciência Viva vimaranense. Vale mesmo a pena.

Advogada