Carta de Jesus aos seus amigos
Quarta-feira, Outubro 10, 2012

Como sabes, meu amigo, eu não pedi muitas coisas durante a minha vida. Pedi a Zaqueu que me abrisse a sua casa, um pouco de água fresca à Samaritana, um burro para entrar em Jerusalém, uma sala de jantar para celebrar a Páscoa.

Não me interessavam as coisas mas as pessoas. Interessava-me sobretudo a amizade: pedia amigos que me seguissem e continuassem a minha missão.

A minha preocupação, hoje, é a mesma. Olhai que tenho um desejo imenso de continuar a fazer o bem, pois vejo tanta gente triste e necessitada. Sinto pena ao ver crianças a morrer de fome, jovens a queimar a vida na droga, idosos entregues à solidão, esposos a divorciarem-se, violência e guerra em tantas partes do planeta, pessoas a viver sem dignidade. Enfim, isto e outras coisas que vós sabeis.

O que te peço é que me emprestes as tuas mãos para com elas continuar a curar, a abençoar e a acariciar.

Peço-te que me emprestes os teus pés para que possa continuar a acudir às chamadas de tantos desesperados.

Peço-te a tua língua para anunciar boas notícias aos pobres e denunciar as injustiças e hipocrisias.

Peço-te o teu rosto para sorrir a toda a gente, aliviando tensões e construindo paz.

Peço-te, finalmente, o teu coração para que possa continuar a amar quem não é amado.

Se me emprestas a tua corporeidade, eu poderei continuar a ser visível para os homens do nosso tempo. Os meus seguidores serão «um outro Jesus» na terra.

Dar-te-ei o meu Espírito. Ele te inspirará os critérios que deves ter, os sentimentos que deves possuir e o modo como deves agir.

Tudo isto eu te peço em nome do meu Pai e teu Pai celeste. Esperando uma resposta positiva, cumprimenta-te cordialmente. Jesus.

Como resposta a esta carta de Jesus, que podemos fazer para sermos pessoas disponíveis nos vários ambientes do nosso quotidiano?