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Candidatura social-democrata privilegia política de descentralização
Sexta-feira, Outubro 7, 2005

A instalação de “uma delegação da Câmara Municipal de Guimarães nas Taipas que sirva os taipenses e os outros vimaranenses das freguesias vizinhas” é uma das propostas que o candidato do PSD à câmara municipal de Guimarães, Rui Vítor Costa, promete colocar em prática se for eleito presidente da autarquia no próximo dia 9 de Outubro.

Em entrevista ao Reflexo, Rui Vítor sustenta esta medida na necessidade de “aproximar a Câmara dos cidadãos”, de forma a “poupar tempo aos cidadãos e dinheiro ao erário público”. Esta iniciativa destaca-se de um conjunto de propostas avançadas pelo candidato do PSD como prioritárias no que à vila de Caldas das Taipas diz respeito.
O candidato “laranja” sublinha ainda a pertinência da “construção de um auditório que sirva as Taipas e as freguesias vizinhas, reforçando a centralidade que quero que claramente se assuma”, ao mesmo tempo que promete a “recuperação do Parque das Taipas em consonância com o de Ponte”.
O candidato do PSD afirma ainda que está entre as suas prioridades a “execução de uma nova ligação rodoviária Taipas-Ponte-Silvares”, servindo o AvePark. A ligação rodoviária a Silvares surge como resposta às necessidades sentidas no dia-a-dia pelos habitantes da região ao nível das acessibilidades. Mas não só. A proposta social-democrata prevê também, “para o médio e longo prazo”, uma “aposta na execução de um estudo sobre a implementação de um sistema de metro ligeiro de superfície no concelho de Guimarães”.

“Vilas devem ser centralidade complementar à cidade”
Para Rui Vítor Costa assume-se como premente que as vilas do concelho se “constituam como centralidades complementares à centralidade da cidade”, entendendo que “não é possível suportar que em cada 10 euros que se gastam apenas 1 euro chegue aos dois terços da população fora da cidade”.
No que toca ao projecto para a câmara municipal, Rui Vítor Costa destaca como principais bases do projecto eleitoral do seu partido “o Emprego, a Descentralização e a Transparência”.
“O emprego será a minha preocupação principal. Comigo a Câmara Municipal terá um papel activo no desenvolvimento económico do concelho, acompanhando de perto o evoluir da actual crise e contribuindo com políticas que fomentem o emprego e formação profissional”, sublinha. Por outro lado, o candidato do PSD à câmara de Guimarães defende uma política de descentralização, destinada “a reforçar a nossa coesão enquanto concelho e a aproximar os munícipes dos serviços municipais”, defendendo para isso a existência de duas delegações da câmara municipal, uma a norte a outra a sul do concelho.
A transparência é também uma das bandeiras da campanha do PSD, uma vez que, segundo afirma o líder social-democrata local, “o exercício do poder político tem de ser são e cristalino”, não sendo tolerante “que o interesse privado se sobreponha ao interesse público”.
Sem avançar com propostas de obras de grande envergadura para a governação dos próximos quatro anos, Rui Vítor Costa destaca que o “essencial é tudo aquilo que tem a ver com as pessoas, com os cidadãos”, preferindo pôr em causa que um município com um orçamento “superior a 22 milhões de contos por ano” seja o 110º concelho nacional ao nível do poder de compra, com 14.000 desempregados e uma percentagem de licenciados “ridícula”.

Samuel Silva

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