Camilo Castelo Branco no programa dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte
Quinta-feira, Abril 21, 2016

No ano em que se assinalam os 170 anos da Revolta do Minho, decorre na Póvoa de Lanhoso um ciclo de conferências sobre o tema, que será iniciado com uma incursão sobre a obra de Camilo Castelo Branco.

O Centro Interpretativo Maria da Fonte, no município da Póvoa de Lanhoso está a organizar um conjunto de conferências evocativas da passagem dos 170 anos da chamada Revolução da Maria de Fonte. O programa decorrerá até ao final do ano, sendo que o início do ciclo está marcado para o próximo dia 23 de Abril, numa conferência com o título “Camilo Castelo Branco e a Póvoa de Lanhoso”.

O escritor, que passou longas temporadas nas Caldas das Taipas, escreveu vários livros cuja narrativa se passava na Póvoa de Lanhoso, como é o caso de A Brasileira de PrazinsMaria da Fonte, além das descrições dos povoados minhotos em Novelas do Minho.

A iniciativa, que envolve o município e os jornais Maria da Fonte e Diário do Minho, procura recuperar alguns temas de há 170 para debate nos dias de hoje. O vereador da cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso explica que o programa parte de uma vontade de divulgação da importância da também chamada Revolução do Minho.

A comemoração dos 170 da Revolução da Maria da Fonte surge num momento em que se trabalha na instalação de um Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte, que permitirá criar um centro de interesse em torno do estudo e divulgação de Maria da Fonte, explica o vereador Armando Fernandes.

Estas conferências serão acompanhadas por um conjunto de exposições. No caso das actividades marcadas para os próximos dias 23 e 24 de Abril, estará exposta no Centro Interpretativo Maria da Fonte a bibliografia de Camilo Castelo Branco, com a curadoria do Centro de Estudos Camilianos.

No dia 23 de Abril, a partir das 17 horas Sérgio Guimarães de Sousa introduzirá Camilo e a sua obra escrita e apresentará a conferência “Porquê Ler Camilo”; José Abílio Coelho falará sobre “Camilo e a Herança de Londres: da realidade à ficção”. No dia seguinte, domingo, terá lugar o itinerário pedestre “Nos Passos da Revolta”.