Câmara prorrogou por mais 5 anos contrato do serviço dos TUG
Segunda-feira, Julho 13, 2015

A maioria socialista aprovou a prorrogação por mais cinco anos da concessão de exploração do serviço público de transportes urbanos de Guimarães, celebrado em 2 de março de 2001 e alargado em 26 de julho de 2010.

Amadeu Portilha, já no final da reunião de Câmara do dia 9 de julho foi quem defendeu a posição do executivo vimaranense, em virtude da ausência de Domingos Bragança.

A prorrogação do contrato passa por determinados reajustamentos nos transurbanos de Guimarães (TUG): “Vamos eliminar horários desajustados da realidade atual e, em algumas linhas, a frequência passará a ser de 15 em vez dos 10 minutos atuais”. Com estas alterações, Amadeu Portilha refere que se irá permitir poupar 600 mil km de viagens no próximo ano, que se traduzirá numa diminuição de 780 mil toneladas de CO2 emitidas para a atmosfera. No entanto, como fez questão de frisar, “não será suprimida nenhuma linha”.

A Câmara já reuniu com os 16 presidentes de junta envolvidos nesta rede dos TUG, a quem foram transmitidas as principais alterações e estabeleceu o compromisso de proceder a eventuais correções.

Amadeu Portilha rebateu as críticas da oposição, que votou contra esta prorrogação, que defendeu a abertura de um concurso público, a necessidade de rever os circuitos e chegar a outras freguesias e ainda de nada fazer para combater a diminuição dos passageiros: “O atual contrato estava a terminar e para fazer um novo concurso público demoraria, no mínimo, um ano, e não temos garantias de aparecer alguém a concorrer nas atuais condições. Relembro que a Câmara de Guimarães não gasta um cêntimo nestes transportes”. Quanto ao segundo ponto, Amadeu Portilha deu conta que a rede de transurbanos de Guimarães foi desenhada na década de 60 e que, também concorda, não acompanhou a evolução da indústria, do comércio e da demografia de Guimarães. Mas, como acrescentou, “a rede dos transurbanos de Guimarães não é definida pela Câmara, é da responsabilidade do Instituto da Mobilidade e dos Transportes e esta foi definida há vinte anos atrás, a Câmara não pode mudar a rede atual”. Acrescentou ainda que, devido a alterações legislativas, a partir de 2019 esta realidade irá mudar. “A partir de 31 de dezembro de 2019 as câmaras municipais serão as autoridades municipais de transportes e passaremos a gerir toda a rede interurbana”.

Por último, quanto ao declínio da utilização dos transportes públicos, Amadeu Portilha fez questão de referir que se trata de um problema do próprio país: “Portugal vendeu, nos últimos cinco anos, menos 145 milhões de viagens em autocarros e Guimarães não foge a esta realidade, tivemos uma quebra de 370 mil viagens”, concluindo que a Câmara continuará a lutar pela recuperação de passageiros.