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Câmara de Guimarães estudará nova alternativa de acesso ao Avepark
Quinta-feira, Maio 14, 2015

A Câmara Municipal de Guimarães tornou público o Relatório Síntese do processo de Participação Pública relativa à construção de uma via dedicada ao Avepark.

As conclusões do Relatório Síntese do Processo de Participação relativo à construção de uma via dedicada de acesso ao Avepark foi hoje tornado público através do site da autarquia. Nele é posta de lado, pelo menos temporariamente, a ideia inicial de construir uma via desde Fermentões até à zona da Gandra, na freguesia de Barco, onde está instalado o Avepark – Parque de Ciência e Tecnologia.

Findo o processo de auscultação das populações, em três sessões públicas realizadas nas Caldas das Taipas, em Ponte e em Barco, a Câmara Municipal de Guimarães decidiu desistir da solução que vinha defendendo para o acesso rápido ao Avepark, passando a considerar a hipótese de esta via dedicada partir do cruzamento de acesso ao Parque Industrial de Ponte, que fica a poente da N101.

No documento síntese são compiladas todas as soluções apresentadas durante o processo. No total foram sete as soluções analisadas que, por sua vez, resultam do agrupamento das várias sugestões de alternativas ao traçado inicialmente defendido pela Câmara Municipal de Guimarães. A equipa encarregue de coordenar o processo conclui que “a alternativa viária de acessibilidade ao Avepark a norte da N101 é aquela que apresenta melhores condições de desenvolvimento”.

A solução prevê a requalificação do troço entre a rotunda de Fermentões (que dá acesso a Silvares) e o cruzamento do Parque Industrial de Ponte, ressalvando que este é da alçada da Estradas de Portugal, ficando dependente de uma concertação da Câmara com esta entidade. Além da via que ligará a N101 ao Avepark, o relatório não exclui a análise da criação de uma via estruturante de carácter local que relacione Ponte, Vila Nova de Sande e a via Silvares-Fermentões que, de acordo com os autores do relatório deverá ser ponderada e, eventualmente, desenvolvida.

O documento conclui que esta é “uma síntese positiva e «optimizada» das soluções propostas e que se julga constituir como uma possível e melhor solução que deverá ser objecto de reflexão e ponderação”. Ressalva ainda que “não existe solução perfeita para o acesso ao Avepark”, sendo que todas as intervenções no território se traduzirão numa alteração e modificação da paisagem.

O Relatório de Síntese e Avaliação foi subscrito pelo arquitecto Filipe Fontes e o engenheiro Joaquim Carvalho, ambos da Câmara Municipal de Guimarães; e de José Mendes, professor da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Os autores referem a assinalável participação pública no processo, sublinhando a iniciativa da Câmara Municipal de abrir a discussão de um tema que se revelou fracturante.

Esta solução é ainda um “esboço preliminar”, estando depende dos trabalhos de prospecção e estudos técnicos necessários à execução do projecto da via, não ficando de fora a realização de uma Avaliação de Impacte Ambiental.