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Câmara de Guimarães desafiada a avançar com processo de fusão de freguesias
Terça-feira, Setembro 20, 2011

André Coelho Lima questionou e desafiou mesmo António Magalhães, presidente da Câmara de Guimarães, a dar os primeiros no processo de reorganização territorial que se avizinha.

O repto foi lançado no período “Antes da Ordem do Dia” da última reunião do executivo municipal, realizada no passado dia 15 de Setembro.

O vereador do PSD, socorrendo-se de afirmações proferidas por António Magalhães a uma rádio local vimaranense (“nós ganhávamos em escala se ficássemos com 1/3 ou 1/4 das freguesias que temos agora” e “no mundo suburbano ou rural é mais difícil, daqui a pouco ficam sem nada, pelo que isso tem que ser visto com muito cuidado”), dava conta daquilo que considera serem frases “contraditórias entre si, na medida em que por um lado se defende a redução de 2/3 ou 3/4 das freguesias actualmente existentes, e por outro lado diz-se que as freguesias suburbanas e rurais (a enormíssima maioria das freguesias do concelho de Guimarães), se ficarem sem Junta de Freguesia ficam praticamente sem nada”.

“Qual teria sido o seu critério para defender uma redução para 1/3 ou 1/4 das freguesias actualmente existentes, que manifestou desejar e, se estaria a Câmara preparada para assumir a dianteira desta reorganização administrativa, debatendo politicamente com os restantes partidos critérios e propostas para se atingir um modelo que se adeqúe à realidade vimaranense, foram as duas questões levantadas a António Magalhães.

André Coelho Lima acabou ainda por desafiar a Câmara Municipal “para dar início a este processo, assumindo a iniciando um debate local de algo que poderá ser imposto a Guimarães, sem prejuízo dos interesses concretos da nossa comunidade.”

Sobre o assunto, António Magalhães deu conta de que a Câmara liderará este processo se a Lei que estará a aparecer sobre o assunto, assim o exigir. “A Câmara não pode matar este tema antes da hora”, referiu o edil. Sobre o assunto, deixou a ideia de que ao abrir-se uma discussão complexa como esta, com 69 freguesias, pode-se estar a criar tabus que depois não são passíveis de ser ultrapassados. Deu ainda a entender que a Câmara Municipal de Guimarães começará a trabalhar este processo apenas quando tiver nas suas mãos o suporte legal que o determinará.