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Câmara Municipal de Guimarães apresenta novos projetos na área da arte e cultura
Domingo, Janeiro 10, 2016

Programação apresentada procura contribuir para a densificação da apresentação da actividade cultural e da criação artística.

A Câmara Municipal de Guimarães apresentou esta sexta-feira, 8 de janeiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, três novos projetos culturais para o ano de 2016: a criação do Quarteto de Cordas de Guimarães, o Festival de Música Religiosa de Guimarães, a decorrer entre 13 e 26 de Março, e o festival de música erudita Guimarães Allegro, de 21 a 23 de Julho.

O Quarteto de Cordas de Guimarães é um projeto de residência artística que visa desenvolver uma oferta constante na área da música de câmara. São quatro as residências artísticas programadas – a ter lugar em Março, Junho, Setembro e Dezembro – que culminam com dois concertos cada, ocorrendo sempre um na cidade e outro numa freguesia do concelho, o que, nas palavras do violinista Emanuel Salvador, “encaixa perfeitamente no programa ExCentricidade”.

Este projeto junta-se à Orquestra de Guimarães, que recentemente esgotou o Centro Cultural Vila Flor, com o Concerto de Ano Novo, e à Orquestra do Norte. A Orquestra de Guimarães tem programadas quatro residências artísticas e quatro concertos para 2016. A Orquestra do Norte tem agendadas nove datas de apresentação, a primeira das quais no dia 18 de Março na Igreja Paroquial de Barco, integrada nas comemorações do 40º aniversário do Grupo Cultural e Recreativo de Barco. José Bastos, Vereador da Cultura, salienta a “ideia da descentralização, com apresentações em diferentes freguesias do concelho”, referindo que a Câmara Municipal procura envolver um conjunto alargado de instituições.

O Festival de Música Religiosa é organizado pela Câmara Municipal, Santa Casa da Misericórdia de Guimarães e pela Sociedade Musical de Guimarães, com direção artística de José Maria Pedrosa Cardoso. Como o nome indica, o festival é expressamente dedicado à música religiosa e vai materializar-se na apresentação de um conjunto de concertos durante a Semana Santa, tentando ir ao encontro de públicos “dentro do território concelhio, da vizinha Espanha, da Europa e do Mundo”.

O festival Guimarães Allegro tem como principal mote “uma tentativa de desmistificação de que a música erudita é inacessível e não está disponível para todos” e acontecerá de 21 a 23 julho em vários locais da cidade. José Bastos explica que se propõem a “trazer para o espaço público, para espaços não convencionais, um conjunto alargado de propostas que tem esse objetivo de mostrar que a música erudita, além de ser uma música de qualidade, é uma música muito acessível”. Para o último dia, 23 de Julho, está programada uma jornada musical non-stop, de manhã à noite, que tem a particularidade de convidar “todas as entidades de Guimarães, todas as escolas de música, todas as bandas, todos aqueles que tenham produção, para que possam preparar um programa para apresentar no âmbito desta festa de música erudita. Se uma festa é para todos em termos de público, parece-nos que também deve ser para todos enquanto executantes”.

O vereador com o pelouro da cultura defende que a estratégia política do município sai reforçada com este conjunto de novas propostas. Acrescenta que o objetivo passa por “associar três lógicas fundamentais – a cultura, o património e o turismo – de forma articulada e em permanente diálogo” e refere que “o território, que é conhecido pela sua dimensão histórica, pela sua monumentalidade, é também conhecido pela forte aposta na área da cultura e pela forte atratividade que tem em termos turísticos. Pensar estas três áreas de forma articulada só pode resultar numa mais-valia para Guimarães”.

Por sua vez, Domingos Bragança realçou a importância da programação para a consolidação de Guimarães como “uma cidade europeia de cultura, aberta e universal, com muito para dar da sua singularidade ao mundo, algo só possível com base na capacidade e talento das nossas pessoas e das nossas instituições”. Referiu ainda que a Câmara Municipal tem a obrigação de criar “condições materiais que levem ao sucesso da actividade formativa, criativa e de produção cultural”, indicando como exemplo o edifício da Academia de Música Fernando Matos, nas Caldas das Taipas, que vai ser alvo de uma ampliação.