Caldas das Taipas acolherá, a 17 de abril, a próxima reunião de Câmara descentralizada
Quinta-feira, Janeiro 23, 2014

O executivo vimaranense teve a sua primeira reunião fora do edifício de Santa Clara, no âmbito do projeto “Câmara Aberta”. A reunião aconteceu em Ronfe e ficou marcada pelo consenso das deliberações e por uma presença significativa do público.

O objetivo é de uma maior proximidade política entre os políticos eleitos e o povo que os elegeu. Nesse sentido, a Câmara irá realizar trimestralmente uma reunião fora da cidade. A próxima já está marcada e será na vila de Caldas das Taipas, a 17 de abril.
Antes da ordem do dia e na parte final, destinada ao público, cumpriu-se o objetivo principal, ouvir os problemas e conhecer as ideias para a freguesia que acolhe esta reunião quinzenal do executivo.

André Coelho Lima, da coligação Juntos por Guimarães, destacou na sua intervenção três grandes eixos que merecem ser desenvolvidos na vila de Ronfe. A requalificação do rio Ave, com a recuperação das suas margens e a criação de zonas de lazer, deverá ser uma das áreas de atuação. Uma segunda vertente passa pela interligação dos “dois centros cívicos existentes”, o mais antigo onde se enquadra o salão paroquial, onde se realizou a reunião e o mais recente, onde se localiza a EB 2,3 e centro de saúde. Referiu-se ainda à posição “geoestratégica” da freguesia de Ronfe numa extremidade do concelho de Guimarães e que confina com Joane, outra freguesia no extremo do concelho de Famalicão.

Torcato Ribeiro, da CDU, classificou os habitantes como “sedentos de participar no seu futuro e são estes que devem lutar pelo seu progresso”. Elencou um conjunto de problemas, destacando a situação do novo centro social, ainda sem data para abrir portas, a degradação de alguns imóveis, junto à fábrica Josim, o acesso à praia fluvial que terá parte do seu acesso vedado ao público e, curiosamente, referiu que alguns avisos de coimas espalhados pela vila ainda estão em escudos.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, salientou o êxito desta primeira reunião fora de Santa Clara, evidenciada pela participação do público e pela presença de vários presidentes de junta e representantes de diversas associações. Afirmou que os problemas referidos merecem a atenção da câmara e que em “consonância com as juntas de freguesia vamos trabalhar para resolver todas as questões levantadas. Salientou ainda que a esta região do concelho é reconhecida a “sua dinâmica e coesão.”

Em termos de deliberações, a reunião ficou marcada pelo consenso, tendo a maioria dos pontos da ordem de trabalhos sido aprovados por unanimidade. Destaca-se a adjudicação do centro escolar de Ronfe, a implementar numa área de cerca de 10 mil quadrados e que acolherá cerca de trezentos alunos, sendo 25 do pré-escolar, o custo da obra ronda os dois milhões e cem mil euros, tendo um prazo de construção de 240 dias; o protocolo financeiro e de cooperação, de acordo com o modelo FINICIA, de apoio às micro e pequenas empresas no concelho de Guimarães e ainda as adjudicações de serviços de ação social e de desenvolvimento de atividades artísticas, culturais, socioculturais e de formação, à CASFIF e à Oficina, respetivamente. Nestas últimas deliberações, apesar da unanimidade, a oposição voltou a dirigir algumas críticas à situação criada com os concursos públicos e Domingos Bragança a criticar o governo pelas alterações legislativas que desencadearam todo este processo.

A designação dos representantes da Câmara Municipal no Conselho de Administração da Sociedade AVEPARK, SA não viria a merecer a unanimidade dos vereadores, sendo que a oposição, tudo indica pois o voto foi secreto, se absteve na nomeação dos vereadores Amadeu Portilha e Ricardo Costa. A questão do Avepark estará novamente na ordem do dia da próxima reunião do executivo para se proceder a alterações no seu funcionamento em virtude de nova legislação em vigor.