Bragança aqui tão perto…
Segunda-feira, Maio 7, 2012

Portugal vem atravessando um dos momentos mais difíceis da sua história recente.

As debilidades internas deste Pais, fortemente ampliadas pela conjuntura internacional que nos vem massacrando com juros elevados e austeridade em cima de austeridade, leva-nos a prever um agravamento da situação, com efeitos devastadores a nível social.

Entretanto, continuamos a assistir ao acentuar das desigualdades sociais, mantendo-se uma elite à margem das dificuldades e da austeridade, não fazendo nem querendo fazer ideia do que se passa na maioria dos lares dos portugueses. Os mais de 150 mil euros por mês, repito, por mês, de reforma do Sr. Jardim Gonçalves, recentemente noticiado na imprensa, poderão corresponder a um qualquer direito adquirido ou construído, sendo que os salários, os subsídios e as pensões retirados aos trabalhadores e pensionistas eram, de facto, direitos que foram postos em causa.

Isto para dizer que, apesar de, aparentemente, o povo ter vindo a “ser sereno”, enquanto parece ser “só fumaça”, quando o fogo se declarar, o que estará para breve, temo profundamente que seja possível manter a serenidade.

As autarquias, sejam elas as Juntas de Freguesia ou as Câmaras Municipais, são os primeiros a tomar contacto com esta realidade do dia a dia das famílias, dada a sua proximidade.

As próximas Eleições Autárquicas acontecem no final de um ciclo marcado por forte investimento público, o que permitia um discurso de promessas fáceis de ouvir, para se constituírem, agora, nas eleições que exigirão, por um lado, discurso realista e de dificuldades e, por outro lado, uma capacidade de, pelo dialogo e concertação, manter o ânimo e a esperança que nos permitam enfrentar a crise e mobilizar para o futuro.

Domingos Bragança será, tudo leva a crer, o candidato do Partido Socialista a este exigente desafio. Posso testemunhar tratar-se do “Homem Certo”, possuidor de um saber, experiência e sensibilidade necessários a levar por diante o desígnio de mobilização dos Vimaranenses.

Esperamos, como é natural, o saudável contraditório com candidatos de outros partidos. A democracia exige que assim seja.

Não aceitaremos, contudo, traições ou lutas fratricidas. Estaremos atentos. A crise não nos pode tirar o sentido de responsabilidade.