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Boas prendas
Sexta-feira, Dezembro 5, 2008

1. É, sem dúvida, uma boa notícia (e como é satisfatório dar boas notícias). A ACIT viu aprovada a sua candidatura ao MODCOM – um projecto que visa o desenvolvimento do comércio dito tradicional, que ascende no total a mais de 46 mil euros, dos quais 60% será comparticipado a fundo perdido.

Esta deverá ser uma grande vitória para a equipa liderada por Marco Ribeiro e será, talvez, o grande desafio para esta associação nos próximos anos. Num dos meus últimos escritos registei que a modernização do comércio, a par da qualificação dos espaços públicos da vila, deveriam ser encarados como uma das vertentes estratégicas para o seu desenvolvimento.

E faz todo o sentido que sejam vistos assim: em conjunto. Se o primeiro será, em grande parte, conseguido com o trabalho da associação comercial, o segundo, deverá ser trabalhado com a autarquia. Aliás, esta distribuição de responsabilidades está prevista no próprio MODCOM, havendo ainda uma terceira parte que são os próprios empresários comerciantes e a sua vontade.

Fica assim consolidada aquela que considerei ser desde o início o grande desígnio da ACIT, no domínio do comércio (porque é deste sector que se trata neste particular) – modernizar o comércio desta região; torná-lo visível, convidativo e competitivo.

2. O Partido Socialista (PS) está decidido a dar tudo por tudo para recuperar o que perdeu nas últimas autárquicas. Desde que apresentou o seu candidato às próximas eleições, têm sido várias as manifestações daquela que se adivinha ser uma campanha acutilante e estimulante. Enquanto que em 2005 o PS descansou com um candidato capaz e deu como garantido um resultado favorável, desta vez o caso muda de figura.

Quando falta ainda um ano para as eleições, e já com Ricardo Costa como “timoneiro”, o PS anunciou as obras na envolvente ao Centro Pastoral e o respectivo apoio da Câmara Municipal, lançou o site da campanha e colocou um mega cartaz no centro da vila (de gosto duvidoso quanto ao tamanho e à localização, diga-se à parte) a um mês das festividades natalícias e prepara-se para um mega jantar no próximo fim-de-semana (6 de Dezembro).

Esta antecipação de Ricardo Costa poderá ter vários efeitos. Em primeiro lugar, dá espaço aos outros partidos (que permanecem silenciosos) para preparar uma resposta pelo menos do mesmo nível, embora com menos tempo para a promover. Sendo o único candidato para já conhecido, faz com que tenha de aguentar sozinho os comentários que lhe são menos favoráveis durante mais tempo.

Segundo aspecto, a campanha necessitará de esforços acrescidos no sentido de permanecer dinâmica, caso contrário tornar-se-á saturante e banalizar-se-á. Terceiro e último ponto, tanta grandiosidade continua órfã daquilo que realmente interessa, que são algumas ideias programáticas de partida com as quais se pretendem colmatar as “necessidades prementes” de que fala Ricardo Costa. Entretanto, aguardemos serenamente pelo encontro de sábado e por uma possível declaração política do candidato taipense.

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