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Bloco de Esquerda de Guimarães preocupado com futuro dos trabalhadores do Avepark
Quarta-feira, Junho 18, 2014

Carla Carvalho, deputada da Assembleia Municipal de Guimarães, eleita pelo Bloco de Esquerda diz-se preocupada com a situação dos trabalhadores do Avepark, bem como, com o endividamento da autarquia vimaranense.

A despertar desta reação surgiu com a recente dissolução da empresa Avepark e a internalização da sua estrutura nos serviços do município vimaranense que prevê, entre outros, a requisição dos funcionários.

O Bloco de Esquerda (BE) vimaranense “está preocupado com a forma como está a ser conduzido o processo de dissolução do Avepark. O BE sempre entendeu este empreendimento como uma mais-valia na dinâmica económica do concelho, bem como o papel que poderia assumir na regeneração do tecido industrial. No entanto, não pode deixar de exigir que a situação dos trabalhadores do Avepark, na sequência da sua extinção como empresa, seja clarificada e assumida pela Câmara, bem como no que se refere às consequências orçamentais relativas ao elevado montante das dívidas do Avepark que vão passar integralmente para a Autarquia”.

Os bloquistas entendem esta cedência dos trabalhadores à autarquia como “precária” sustentando que a mesma só produz efeitos “durante o período de extinção da empresa. Após a extinção, e cessando a ligação contratual com a Avepark, deixa de haver cedência ao abrigo do Regime Jurídico da Atividade Empresarial Local” dado que, no seu entendimento sobre esta matéria, “nada obriga a CM Guimarães a lançar concurso público para as funções desses trabalhadores e respetiva integração no quadro do Município”, ficando estes, sem “qualquer garantia em relação aos seus postos de trabalho”.

Esta posição foi defendida por Carla Carvalho na última Assembleia Municipal onde também evidenciou a sua preocupação relativamente à capacidade financeira do município vimaranense para assumir esta operação. “Embora o Município de Guimarães fique com todos os ativos da empresa, ficará onerado com os empréstimos de médio e longo prazo, num montante muito elevado, na ordem dos 7 milhões de euros (€ 6 875 417,70), o que poderá prejudicar a capacidade de endividamento e investimento do Município”, dizem em comunicado distribuído à imprensa.