Banhos Velhos
Quinta-feira, Julho 11, 2002

A propósito do caso dos Banhos Velhos, um jornal de Guimarães ouviu o presidente da Junta de Freguesia que revelou estarem em curso diligências com vista à sua reabilitação.

Infelizmente, das afirmações de Remísio Castro não ficamos a saber em que consiste a tal operação de reabilitação, isto é não ficamos a conhecer nem o tipo de restauro, nem o destino daquele edifício e do espaço envolvente depois de recuperados.

E a questão é relevante.

Primeiro, pelo passado do edifício, a sua história, a função que desempenhou ao longo dos anos. Reavivar o passado, mais do que expressão de saudosismo, pode e deve ser manter vivas as raízes e permitir estudar a evolução de processos, métodos, e hidroterapias desenvolvidas pelo homem para cuidar das maleitas.

Donde a ideia de uma escola-museu, lugar onde simul/taneamente se dá formação profissional especializada preparando os profissionais indispensáveis ao funcionamento das termas actuais, e, por outro lado, se mostram as ferramentas, os meios e demais instrumental utilizados no passado.

Mas há uma outra razão que demonstra, quanto a mim, a pertinência de se conhecer as intenções de quem se propõe recuperar os Banhos Velhos. Para além da importância histórica e arquitectónica do edifício, há que ter em conta a sua localização geográfica e daí partir para uma análise do seu papel no quadro da reabilitação da zona ribeirinha do rio junto ao parque de lazer, com o parque de campismo de permeio.

Remísio Castro é homem de poucas falas, mas o pouco que disse a este respeito não pode ser levado à conta dessa sua característica. Cabe-lhe a ele enquanto representante legítimo das populações das Taipas exigir da Câmara de Guimarães que a estas seja dada a oportunidade de se pronunciarem sobre os projectos da municipalidade, a tempo e horas de a sua opinião ser considerada e respeitada.