Balancete
Sexta-feira, Julho 11, 2003

A Junta de Freguesia parece estar a perder a confiança dos eleitores, alguns dos quais, nas páginas deste jornal, revelam sinais de descontentamento, cansaço e quebra de solidariedade.

Beneficiando de estabilidade política e de credibilidade reforçadas, o Executivo dispõe de condições óptimas para desenvolver um programa inovador, conciliando pequenas obras e pequenos projectos com investimentos de maior dimensão.

Se em relação aos grandes investimentos o grau de liberdade é reduzido, já quanto a pequenas iniciativas a Junta é competente.

Antes de mais ninguém, em sede própria, de olhos nos olhos, previmos e prevenimos a eventualidade de as duas obras emblemáticas – a ligação Taipas-Barco e o novo recinto da feira – serem sacrificadas em razão dos constrangimentos orçamentais da Câmara. Enquanto outros aprovaram sem reservas as prioridades definidas pelos socialistas, nós distanciamo-nos da proposta e alertamos para a hipótese de a mesma não ser cumprida no que às Taipas dizia respeito. Infelizmente tivemos razão.

Porque continuamos convencidos de que o modelo de gestão em parceria tem potencialidades e virtualidades por explorar, e porque apenas nos move o interesse pelo progresso das populações, vamos reflectir colectivamente nos primeiros dias de Julho, auscultando opiniões, colhendo sugestões e críticas, enfim, preparando-nos para desempenhar melhor as funções que nos foram confiadas.

Será a nossa resposta ao desalento que alguns patenteiam. Será a nossa resposta contra o discurso da desresponsabilização.