A zero Km de distância
Domingo, Agosto 11, 2002

Caros leitores, quando vos escrevo este artigo encontro-me a zero quilómetros de Caldas das Taipas, Caldelas ou Taipas (o futuro o dirá). E encontro-me a esta distância, pois como o país está de “tanga” (segundo alguns analistas económicos mesmo perto de uma recessão económica), a hora é de poupar para que a “tanga” não passe a “fio dental”.
Gostaria de explicar aos estimados leitores que ao aceitar o convite do Reflexo subentendi (pelos visto mal) que o conteúdo da “Coluna de Opinião” seria da minha total liberdade e responsabilidade, mas “sem ataques” aos outros dois “cronistas”.
Assim, este meu artigo, e espero que excepcionalmente, responderá ao artigo de “Opinião” do meu companheiro e amigo “cronista” Armando Marques, para que de uma vez por todas fique esclarecido e ao mesmo tempo reponha a verdade dos acontecimentos.
Começaria por esclarecer que quando o Sr. Doutor Alves Pinto me contactou (Junho de 2001) para me convidar a encabeçar a lista do PSD concorrente à Assembleia de Freguesia de Caldelas, respondi que já tinha sido convidado pelo Sr. Engenheiro Carlos Remísio para fazer parte da lista do Partido Socialista. Se decidisse pelo sim seria a esse convite se decidisse pelo não seria aos dois (não esquecer que um convite seria para integrar uma lista e o outro para liderar uma lista.
No entanto perguntei se o convite implicaria ter de aceitar elementos propostos pela Comissão Política Concelhia de Guimarães ou Núcleo do PSD das Taipas (S. São Martinho). Sendo público que se encontravam em “desentendimento”. A esta pergunta a resposta foi bem clara: TEM TOTAL LIBERDADE PARA ELABORAR A SUA LISTA.
É então aqui que convém lembrar que se tivesse aceite o convite, teria colocado de fora todos os elementos do PPD/PSD e do CDS-PP que fazem hoje parte da lista dos “Independentes” Unidos pelas Taipas – UT.
Para os UT ainda bem que não dei a “cambalhota”, para outros foi pena não a ter dado, pois a total renovação dos políticos de carreira e não só, seria sinal de qualidade de Oposição, que neste momento não existe por parte dessa força política.
Lembro aos leitores mais esquecidos (ou menos atentos), que no Jornal Reflexo do mês de Outubro de 2001, na pág. 11, com título “Não sou candidato”, o Sr. Armando Marques dizia que “Na minha vida e política procuro ser coerente. …. Neste momento não tenho disponibilidade para assumir uma liderança de uma lista à Junta de Freguesia. Quando entro num projecto é porque sinto que tenho condições para estar de corpo e alma. Mesmo integrar a lista estará fora de questão.” (sic)
Como podem concluir, quem não manteve a coerência e deu a tal “cambalhota” não fui eu mas sim o Sr. Armando Marques que a deu e foi à retaguarda, pois deu o dito por não dito.
Mais Sr. Armando Marques, não pode nem deve esquecer que o 25 de Abril de 1974 veio permitir que as pessoas digam o que pensam, mudem de cor, de clube (se todos os “treinadores de bancada” que dizem mal do Presidente e/ou treinador do seu Clube, sempre que o fizessem tivessem de deixar de ser sócios ou mudar de clube teríamos “cambalhotas” várias vezes ao dia e ao longo da época) de opinião. etc. Por isso, não fique preocupado que a sua “cambalhota”não é grave.

Para terminar e para quem for de férias, boas Férias e não esqueçam que “há mar e mar há ir e voltar