Ave Parque
Quinta-feira, Março 4, 2004

Caros leitores, venho nesta edição escrever sobre aquilo que eu considero o facto, iniciativa e a obra que vai marcar as próximas décadas na nossa Vila.

No passado dia 12 de fevereiro, na fundação de Serralves, no Porto, foi assinado em definitivo um protocolo entre a sociedade gestora do Ave Park e Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto, momento que foi aproveitado para a apresentação do empreendimento.

Sendo uma obra e um investimento de vulto, da parte do governo, é tão só o maior investimento a seguir à Universidade do Minho, que qualquer governo fez no concelho de Guimarães, e consequentemente o maior que vai afectar as Taipas. Tenho notado da parte dos responsáveis políticos taipenses uma certa dificuldade em reconhecer que este governo efectivamente teve vontade e avançou em concreto com os apoios que todos os outros prometeram, mas só este os concretizou.

Talvez seja difícil esse reconhecimento, mas ficava bem enaltecer este feito que sem dúvida irá mudar a nossa vida devido à grandeza de tal obra e de tudo o que ela irá movimentar.

Se o nosso presidente da junta teve a iniciativa de juntar todos os presidentes de junta das freguesias em redor das Taipas, porque se temia que um simples serviço administrativo iria sair do Centro de Saúde das Taipas, e aproveito para dizer que sou sem dúvida nenhuma CONTRA tudo o que se queira tirar das Taipas, porque sou coerente ao contrário de outros, não vi essa mesma vontade em reunir esses mesmos presidentes para estes debaterem e opinarem sobre aquilo que ele próprio considera a obra que irá mudar o panorama taipense.

Talvez aquele “barulho” fosse para desvalorizar ou colocar uma espécie de “nevoeiro” no arranque definitivo do Ave Park e para que o governo não tirasse dividendos políticos dessa iniciativa, mas não, e os taipenses na altura devida saberão reconhecer.

Despeço-me sem mais até ao próximo número
E viva às Taipas!

P.S. (espero não estar a cometer plágio)

Já agora gostaria de dizer que fica mal ameaçar pegar nas bandeiras e fazer manifestações e cortes de rua, àqueles que à tão pouco tempo as criticaram e até as repudiaram e defendiam que tudo se “negociava” nos corredores, haja coerência.