A tradição já não é o que era
Quinta-feira, Outubro 29, 2015

Passaram-se dois anos após a tomada de posse do actual executivo municipal. Como sabem, os últimos resultados eleitorais autárquicos mantiveram a maioria absoluta do PS, não obstante a perda de um vereador, a coligação Juntos por Guimarães ganhou um e a CDU manteve o seu.

É pois com esta representatividade que lidamos, fruto e resultado da vontade popular expressa nas urnas, cuja consequência natural e legítima é a execução do programa eleitoral que o PS apresentou e foi maioritariamente sufragado pelos vimaranenses.

Assim sendo, destaque especial para o Orçamento Participativo que mesmo com alguns sobressaltos no seu inicio, hoje ultrapassados, continua a mobilizar os cidadãos na apresentação de propostas concretas com vista a criar e melhorar quer espaços físicos quer prestação de serviços considerados necessários na sua comunidade. O O.P. é uma ferramenta que promove a participação dos cidadãos na realização de obras e serviços de montante significativo na sua comunidade.
A criação de Áreas de Reabilitação Urbana, em Caldas das Taipas e na Zona de Couros e área envolvente, é um mecanismo importante que visa recuperar e restaurar estas áreas urbanas com a preocupação de manter e preservar as suas características próprias, revitalizando-as e conservando a sua e a nossa memória colectiva. Referência especial para a candidatura que pretende estender o estatuto de Património Cultural da Humanidade para a Zona de Couros.

Por fim referencia igualmente positiva para as reuniões descentralizadas da câmara, com uma periodicidade trimestral, pela proximidade e pela envolvência que provoca, e também pelo esclarecimento directo e público das intenções do executivo na intervenção que pretende efectuar nas localidades visitadas. O facto destas reuniões contemplarem visitas aos agentes económicos, culturais, sociais e empresariais locais permitem uma melhor percepção das nossas potencialidades e capacidades concelhias em diferentes actividades.

Sempre defendemos, que quando fosse solicitada qualquer intervenção municipal sobre determinado território, os seus habitantes deveriam ser auscultados para se pronunciarem sobre as obras a realizar e assim contribuírem, dentro das suas possibilidades, na discussão das intenções projectadas, propondo as alterações necessárias para uma maior funcionalidade. A apresentação pública da intervenção mais que urgente na Rua dos Cutileiros em Creixomil, realizada na sede da Junta com a presença do técnico responsável e o Presidente da Câmara, são sinais que estamos perante uma atitude diferente daquela a que nos acostumamos no mandato anterior.

Por nossa proposta foi-nos atribuído um gabinete de trabalho nas instalações da câmara municipal para, com a dignidade que o cargo de vereador encerra podermos receber todos aqueles que nos procuram com a intenção de os ouvirmos e resolvermos as suas preocupações. O gabinete da CDU está aberto todas as terças-feiras de manhã, e já recebeu dezenas de munícipes.

Para aqueles que têm dedicado alguma atenção à actividade da câmara municipal nos últimos anos com certeza se recordarão das reuniões camarárias realizadas sob um ambiente de crispação muito pouco favorável a uma troca de ideias racional e saudável sobre os temas em agenda.

Hoje estamos perante um executivo que tendo igualmente uma maioria absoluta é mais tolerante e mais dialogante.

Ainda bem, para usar um termo muito em voga, que a tradição já não é o que era…