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Assembleia Participativa em Caldas das Taipas foi a mais concorrida de todo o concelho
Domingo, Abril 13, 2014

Da reunião efetuada já foram avançadas algumas propostas. Amadeu Portilha referiu que os seis projetos vencedores desta zona do concelho de 2013 estão em fase de implementação

Contrariamente à sessão realizada em 2013, o auditório da secundária de Caldas das Taipas contou com um número significativo de presenças, sendo de destacar o contributo dos presidentes de junta da comissão social de freguesias da Solidave. Amadeu Portilha, num balanço do seu périplo de apresentação desta nova edição, destacou que “em 2014, fizemos menos assembleias participativas do que o ano passado, onde fomos às 48 freguesias, contra as 11 em 2014, tendo como base as comissões sociais interfreguesias. O espírito do Orçamento Participativo já está disseminado, no entanto, confesso que estaria à espera de uma maior participação das populações nestas assembleias. Talvez seja um processo normal, à medida que esta iniciativa se vai desenrolando, por exemplo, em Lisboa, só é organizada uma assembleia participativa. Nós acreditamos neste instrumento de participação cívica, não queremos que esmoreça, queremos que tenha cada vez mais força e que faça jus ao seu nome e que permita ajudar na transformação do nosso território, com ideias que prossigam o bem comum”.

Amadeu Portilha apresentou ainda um balanço do Orçamento Participativo de 2013 e deu conta do estado das seis propostas vencedoras desse ano. A escultura em madeira a instalar na rotunda junto à ponte; a requalificação do parque infantil da Sra. da Saúde, em S. Clemente; o parque de Street Workout, em Ponte e o mês cultural em Sande S. Martinho, serão concretizados a curto prazo. Por sua vez, o CableWakeboard Guimarães Wake Center, entre a ponte e o açude de Além, e a criação de uma praia fluvial no parque lazer da Ínsua, em Ponte, são projetos que envolvem outras entidades e, por isso, a sua concretização será mais complexa.

Para 2014, o vereador da Câmara Municipal frisou que o Orçamento Participativo não pode funcionar como uma forma de subsidiar associações nem os promotores poderão partir do princípio que serão os executores das suas próprias propostas.

Como principais inovações desta segunda edição pode-se destacar o alargamento até 100 mi euros para a concretização de propostas vencedoras e a necessidade de um valor mínimo de 500 votos para essas propostas vencedoras serem executadas. Sobre esta questão defendeu que “é uma forma de legitimar as propostas vencedoras e poderá ser uma forma de avaliar se o Orçamento Participativo terá futuro em Guimarães”.

Na parte da intervenção do público destaca-se, desde já, a apresentação de algumas propostas. Assim, foi avançada a ideia de um parque infantil e circuito de manutenção no parque de lazer de Sande S. Martinho, uma dinamização dos Caminhos de Santiago entre Guimarães e Longos, a criação de uma ciclovia a ligar o centro da vila de Caldas das Taipas ao Avepark e uma horta pedagógica a instalar em terrenos entre a e secundária da vila e a variante.