As relações entre a Junta e a Turitermas
Sábado, Abril 22, 2006

Li no site deste jornal uma notícia sobre a última reunião de Junta, com o título “Juntou-se mais um conto às más relações da autarquia com a Taipas-Turitermas”. No corpo da notícia podia ler-se ainda que “(…)As relações da Junta de Freguesia com a Taipas-Turitermas continuam, ao que parece, em rota de colisão(…)”.
Confesso que estas frases me deixaram surpreso e algo preocupado. Surpreso porque não há qualquer mau relacionamento, pelo menos por parte da Cooperativa, entre aquelas duas instituições. Preocupado porque se existisse, deveria, na minha opinião, terminar imediatamente, para bem da freguesia.
Descontado algum sensacionalismo e exagero pretendido com o título, é verdade que o presidente da Junta tem vindo a lançar alguns “foguetes”, na praça pública, contra a Cooperativa. Primeiro foi a crítica à minha nomeação para presidente da Direcção, depois foi o pretender afirmar-se que o estabelecimento termal deixou de prestar serviços relacionados com a actividade termal, as críticas às condições de saúde da piscina, bem como o aventar que esta será entregue a privados.
Se, de facto, algum destes “foguetes” fosse verdadeiro, certamente que o presidente da Junta não deixaria de comparecer nas Assembleias Gerais da Cooperativa e aí apresentar todas as suas críticas e todas as suas discordâncias, como é sua obrigação devido ao cargo que ocupa.
Como poderia a Junta criticar uma instituição da qual faz parte e na qual tem assento nos órgãos sociais?
Mais, o representante da Junta nestas reuniões, em substituição do seu presidente, nenhum problema ou questão tem levantado. Pelo contrário, tem votado favoravelmente e apoiado todas as decisões tomadas.
Onde estão, portanto, as más relações entre a Taipas-Turitermas e a autarquia?
Pessoalmente, tenho a convicção profunda que estes “foguetes” não são sentidos e são lançados a reboque do PSD de Guimarães e só para agradar ao partido. A Junta apenas simula ter más relações com a Taipas-Turitermas e pretende lançar alguns “foguetes” para o céu para esconder problemas terrenos.
Inclusivamente, como poderia haver más relações entre ambas se o actual presidente da Junta, numa Assembleia Geral da Cooperativa, realizada no ano transacto, aprovou um voto de louvor ao trabalho desenvolvido pela Direcção? Tudo isso seria contraditório e nada dignificaria a sua pessoa, além de constituir um sinal de incoerência e falta de convicções…