As pontes das… Taipas
Terça-feira, Junho 11, 2002

Caros leitores, a partir desta edição do jornal “Reflexo”, vocês, assíduos leitores destas páginas, vão ter a oportunidade de me “aturar” um pouco.
Não tendo muita necessidade em me apresentar, é na qualidade de representante de uma força política, com assento na assembleia de freguesia, que vos escrevo nas páginas deste jornal.
Foi com estranheza que assisti, no passado dia 26 de Abril, ao facto de os serviços da Junta de Freguesia e extensão da biblioteca estarem encerrados. Como havia indicação da parte do governo central de que não se faria “ponte” e que todos os serviços públicos estariam em pleno funcionamento, achei a situação estranha.
Para surpresa minha, no dia 31 de Maio, tive necessidade de novamente me deslocar à Junta de Freguesia e, qual não foi a minha surpresa, constatei que a mesma se encontrava encerrada.
Posteriormente, através de uma pessoa amiga, por acaso pertencente à Junta de Freguesia, tomei conhecimento que, até esse elemento da Junta nada sabia sobre essa questão. Mais, tanto não sabia, como até me informou que não havia sido tomada nenhuma deliberação do órgão nesse sentido. De facto, na primeira “ponte” a informação que estava na porta nem sequer estava assinada. Já na segunda, a nota informativa colocada na porta principal do edifício da Junta, informava que os serviços estariam encerrados no dia citado e a mesma estava, desta vez, assinada pelo Sr. Presidente da Junta.
A questão que eu coloco é a seguinte: será que a vila das Taipas passa ao lado da Lei Geral?
É que, meus amigos, o serviço público que alguns proclamam, também é isto!
É que aqui não há portugueses de primeira e portugueses de segunda. Somos, em princípio, todos iguais. Porque, se é verdade que os funcionários podem tirar estes dias para férias, já não o é, que o possam fazer sem que assegurem, pelo menos, o funcionamento mínimo dos serviços. O que não aconteceu em ambas as situações.
Será má gestão do pessoal?
Julgo que sim. E a responsabilidade disso é de quem gere, porque as facilidades e as folgas que foram dadas no passado, vão ser pagas e com juros altos.
Porque, senhores responsáveis, quem gere dinheiro e serviços públicos deve estar na linha da frente em dizer NÃO ao absentismo no trabalho. É que, além de ser uma falta de respeito para com os “fregueses” e, numa altura que se auguram alguns sacrifícios para todos nós, há que dar o exemplo!
Sem mais, despeço-me até à próxima edição.
Viva as TAIPAS!