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As Caldas das Taipas nas Jornadas do Termalismo Português (1980)
Quinta-feira, Julho 21, 2016

De 1 a 4 de maio de 1980, decorreram as Jornadas do Termalismo Português, nas Termas de Monfortinho (concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco). Estas Jornadas do Termalismo foram organizadas pela Associação dos Industriais de Águas Minero-medicinais e de Mesa, com sede em Lisboa. As duas anteriores edições destas Jornadas do Termalismo Português tinham-se realizado no Estoril.

A vila de Caldas das Taipas estaria representada nestas Jornadas com uma comunicação do Sr. José de Oliveira, na qualidade de Diretor da Empresa Termal das Taipas S.A.R.L., na época concessionária da exploração das nascentes termais e dos respetivos balneários (“Banho Velhos” e “Banhos Novos”) e proprietária do Hotel das Termas.

A conferência do Sr. José de Oliveira intitulada “As Estâncias Termais como centros dinamizadores do Turismo Interno”, integrava a “Comissão Económica” destas Jornadas realizadas nas Termas de Monfortinho, sendo publicada no respetivo livro de atas, nas páginas 233-234. Todas as restantes comunicações destas jornadas, divididas em seis comissões, apresentadas durante os três dias de trabalho e respetivos discursos inaugurais e conclusões, foram editadas em 1980, no livro de atas, com um total de 418 páginas. Na época, esta monografia seria vendida ao público, pelo preço de capa de 1000$00.

Em duas páginas, o Sr. José de Oliveira profundo conhecedor da indústria termal e hoteleira e do turismo taipense, promovia e potenciava a nível nacional e internacional a Estância Termal das Taipas. O autor inicia o seu texto com uma breve referência à legislação, que criou em 1922 as Comissões de Iniciativa e pelo Decreto de 1936, que em sua substituição concebe as Juntas de Turismo.

Baseando-se no caso concreto das Caldas das Taipas, o autor refere-se aos anos de 1900 a 1909, em que as termas do Norte de Portugal atingiram um desenvolvimento notável, passando a ter uma grande frequência de aquistas nacionais, bem como de portugueses radicados no Brasil. O autor chama a atenção para que nessa altura, a propaganda consistia unicamente numa estância de cura e de repouso com tratamentos termais de variadíssimas doenças. O mesmo refere que através da criação das Comissões de Iniciativa (1922), o termalismo estabelece uma profunda ligação ao sector turístico. Deste modo, em poucos anos, o turismo desenvolve-se e melhoram-se as instalações hoteleiras, iniciando-se a construção de parques de recreio, de diversões ao ar livre, piscinas, parques infantis, ringues de patinagem, parque de campismo e campos de ténis.

Nesta comunicação redigida há 36 anos, em que se comprova a estreita ligação entre o termalismo e o desenvolvimento turístico de Caldas das Taipas, o Sr. José de Oliveira finaliza o seu texto com estas esclarecedoras palavras: “Para justificar a razão dos factos que aponto lembro a quem teve a bondade de me escutar que faça uma visita às Caldas das Taipas, que o Termalismo tornou uma importante parcela do Turismo Português”.

José de Oliveira (n.1909-f.1986) participaria ainda em diversos congressos de termalismo em Portugal e em Espanha. Este taipense possui ainda uma vasta bibliografia dedicada às Taipas, nomeadamente em diversos órgãos de imprensa regionais e nacionais, tais como: Notícias de Guimarães, Comércio de Guimarães, Correio do Minho, Jornal de Notícias, Diário de Notícias e A Voz.