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Arte Rupestre destruída em Donim
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

A denuncia parte da Direcção da Sociedade Martins Sarmento que dá conta da destruição de painéis de gravuras rupestres de incalculável valor histórico, cientifico e arqueológico.

A Direcção da Sociedade Martins Sarmento (SMS) veio a publico denunciar a destruição de três painéis rupestres situados numa pequena moradia, na freguesia de Donim. Ao que informa a SMS, o local estava identificado desde Novembro de 2006 e reunia um importante núcleo de gravuras rupestres, localizadas no fundo do vale que se abre entre o monte da Citânia de Briteiros e o monte de Santa Iria (Póvoa de Lanhoso), que no seu conjunto acumulavam um incalculável valor histórico, científico e arqueológico.

Recentemente, técnicos daquela instituição que se dirigiram ao local para recolher fotografias das gravuras visíveis nas rochas, a integrar na elaboração de uma publicação científica, encontraram, ao que contam, um cenário desolador e revelador de um acto de destruição gratuita. No local, encontraram “totalmente destruídos dois painéis de gravuras, e parcialmente destruído um terceiro painel, de maiores dimensões. Este último painel foi afectado pela construção de um muro de cimento, enquanto que os dois primeiros foram destruídos recorrendo ao balde de uma máquina escavadora, sem qualquer motivo que aparentemente pudesse justificar uma destruição por mera ingenuidade”.

Perante este cenário, a Direcção da SMS veio a público condenar “com veemência este acto de puro vandalismo, que destruiu representações milenares de incalculável valor científico, patrimonial e simbólico”. Na sequência do sucedido, a SMS deu conhecimento do assunto à Câmara Municipal de Guimarães, bem como ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Texto: Manuel António Silva