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Aposta na continuidade
Terça-feira, Junho 11, 2002

A história é curta e boa de contar. Há mais ou menos quinze anos, quando concorri para a Escola Secundária de Caldas das Taipas, para além do aspecto profissional, também foi com a intenção de fixar residência, constituir família (já vai em duas filhas Taipenses) e usufruir de uma qualidade de vida oferecida por esta Vila pacata, com sinais evidentes de desenvolvimento (o mal não está no desenvolvimento mas sim no modo como ele acontece), muita, mas mesmo muita hospitalidade e uma diversidade de oferta (recursos endógenos), tais como: posição geográfica, praia fluvial, piscina, parque de campismo, parque de lazer, passado histórico, cultural, etc.
Com o passar do tempo, não pude deixar de me interessar e participar na vida associativa e política da Vila, motivo pelo qual fui convidado para escrever neste Jornal.
Analisando o que se tem passado nesta Vila, posso concluir que as Juntas de Freguesia foram fazendo o que podiam, o que não podiam, o que se calhar quiseram e, ainda, o que superiormente lhes foi aconselhado fazer.
Há doze anos atrás acreditei numa mudança de “timoneiro e respectiva equipa”, da qual, e na globalidade, ainda não me arrependi. Como “causas” desta opção, refiro, entre outras, a maneira diferente de estarem na política (como se pode verificar facilmente quando, no passado, não escolheram a mentira cobarde e falsa, não escreveram manifestos anónimos e nocturnos, nem entraram em “peixeiradas” como outros) e a criação de infra-estruturas sustentadas, essenciais, e geradoras de qualidade de vida para a nossa Vila (e por sustentadas deve entender-se a satisfação das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades…).
É de salientar que o crescimento demográfico verificado demonstra que é “Bom viver nas Taipas”.
No entanto, assumo que pontualmente, também já fui crítico de café, (chegando mesmo a dizer que “a culpa era do Engenheiro”), até ao momento em que senti o “dever” de contribuir para a Vila de uma maneira séria e construtiva. Assim o fiz. E tanto o fiz, que não passei despercebido. Por um lado, fui convidado para colaborar e fazer parte da Lista do Partido Socialista. Por outro lado, e agora não vejo mal nenhum em o dizer, fui convidado para encabeçar uma lista de uma outra força política candidata à Junta de Freguesia de Caldelas.
Como é do conhecimento dos mais atentos, aceitei o convite do Partido Socialista.
Riscos pessoais: irrelevantes se o que está em jogo é um futuro melhor para todos nós e, principalmente, para os nossos filhos, netos, bisnetos e por aí fora…
Causas desta tomada de posição: ajudar a concluir infra-estruturas essenciais e vitais para todos nós, como constam em Plano de Actividades recentemente aprovado por unanimidade, quer em Reunião de Junta de Freguesia, quer em Assembleia de Freguesia (para a qual fui eleito), das quais destaco, pela sua importância fundamental: a mudança do local da Feira, a construção da Variante à Estrada Nacional 310, a ligação rápida à cidade de Guimarães (assim o MTAC já não precisa de ir ao Estádio do Braga colocar cartazes), a nova Praia fluvial e muito particularmente, a requalificação do actual mercado.
Assim, despeço-me desejando a todos boas festas de S. Pedro.
PS: Será que a chave do Governo Civil de Braga também foi exigida? Aguardemos a resposta.