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A oposição não poupa críticas ao Plano de Atividades e Orçamento 2015
Domingo, Novembro 9, 2014

Torcato Ribeiro, da CDU, classifica-o como a “estratégia da formiga, a pensar já nas eleições”. André Coelho Lima, da coligação Juntos por Guimarães, alinha pelo mesmo diapasão e afirma que “90 e tal por cento das obras têm início em 2015 e terminam em 2017”, concluindo que o concelho está “dependente do calendário eleitoral”.

No final da reunião do executivo vimaranense, a oposição justificou o voto contra o Plano de Atividades e Orçamento 2015. O vereador da CDU Torcato Ribeiro começou por referir que em dois anos o orçamento apresenta uma quebra de 20 milhões de euros e que se vão deixando de orçamentar diversas obras, como o “caso da Casa da Memória, caso paradigmático, que já teve 900 mil euros, passou para 500 mil e neste último orçamento surge com 100 mil euros; adiamento de obras, caso da rua D. João I e da rua dos Cutileiros em Creixomil. Torcato Ribeiro afirmou que se está perante uma estratégia da “formiga”, de amealhar capital “que poderá ser solto numa campanha eleitoral”, acrescentando que “temos uma previsão do aumento da receita, temos um aumento das participações orçamentais em relação ao município, não faz sentido reduzir o orçamento, por isso, votamos contra.

André Coelho Lima, pela coligação Juntos por Guimarães começou por criticar o texto que suportou a apresentação do Plano de Atividades e Orçamento 2015, considerando que se limita a apresentar “justificações pontuais para cada investimento”, considerando que “não existe ambição de rasgar novos rumos”.
O vereador social-democrata entende que é legítimo “um município acautelar os períodos eleitorais” mas que não se pode ter um “concelho dependente do calendário eleitoral”, censurando o facto de “90 e tal por cento das obras terem início em 2015 e terminarem em 2017”.

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