Ano de 2002
Sábado, Janeiro 11, 2003

Tratando-se do primeiro número do jornal Reflexo do ano de 2003 e convidado a balancear o ano que findou, o de 2002, gostaria de dividir aquilo que considero os aspectos negativos e positivos da nova realidade do poder autárquico taipense.
Nos aspectos negativos, tenho a realçar dois factos que se passaram no último ano.
O primeiro e o mais grave, na minha modesta opinião, foi sem dúvida a doação do terreno do Centro Social, que a Assembleia de Freguesia, PS e CDU, fizeram à Câmara Municipal de Guimarães. Foi um processo nítido de cumplicidade entre estas duas forças políticas, que culminou mais uma vez com a já célebre “posição de cócoras” e “de mão estendida” que o poder autárquico taipense do passado tinha em relação à Câmara e que quer o PS quer a CDU reeditaram neste primeiro ano de mandato.
O segundo aspecto foi a dificuldade que o Sr. Presidente da Junta teve em conviver inicialmente com o cenário de poder que saiu da primeira assembleia. A junta tripartida foi sem dúvida um obstáculo para o Sr. Presidente da Junta, inicialmente não atribuiu poderes aos seus vogais, não distribuiu chaves da Sede da Junta aos mesmos, argumentando, e em público, que não confiava nem no secretário nem no tesoureiro. Como se, quer as instalações da Junta quer os poderes dos vogais fossem pessoais e intrans-missíveis. Ainda bem que o tempo cura tudo, e a realidade hoje não é a mesma.
Nos aspectos positivos, existiram sem dúvida actos e factos que vale a pena recordar.
Desde logo a novidade com que deparamos ainda hoje que é a Junta de Freguesia, o orgão executivo, englobar todas as forças partidárias representadas na Assembleia de Freguesia.
A decisão de entregar as Festas de S. Pedro a uma instituição da vila, Clube Caçadores das Taipas, que foram sem dúvida as maiores e melhores dos últimos anos.
As inaugurações dos dois edifícios que foram dois motivos para todos festejarmos. O Centro Social, uma obra importantíssima que vem colmatar uma das grandes necessidades da nossa comu-nidade e a nova Sede da Banda Musical das Taipas, uma pretensão antiga da mesma e que enfim viu concretizar-se no ano de 2002.
O lançamento da obra do Centro Paroquial das Taipas, excelente projecto que vai sem dúvida engrandecer e embelezar a nossa comunidade, uma obra que vai orgulhar todos os taipenses. À Comissão Fabriqueira e aos autores do projecto os meus parabéns.
Mas sem dúvida aquela que considero a decisão política mais importante do ano que findou, foi a série de seminários e colóquios que a autarquia taipense vai promover durante o ano de 2003, a qual incide sobre o futuro da nossa vila, quais os objectivos e quais as novas realidades com que nos deparamos.
Para terminar, gostaria de formalizar votos para o novo ano. Mantendo eu a esperança de que a forma de gestão autárquica não irá ser como no passado, mudando só as pessoas, mas sim haver mais poder reivindicativo e sermos mais exigentes e menos passivos.
Sem mais despeço-me até ao próximo número, desejando a todos um excelente 2003.

E viva as Taipas!