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André Coelho Lima no ciclo “O futuro de Guimarães” promovido pela ASMAV
Terça-feira, Maio 19, 2015

O líder do PSD vimaranense debateu o futuro da cidade de Guimarães, no ciclo de debates promovido pela ASMAV. Apresentou a sua visão para o futuro do concelho e não foi parco nas críticas à gestão socialista dos últimos anos.

André Coelho Lima dividiu a sua intervenção em cinco grandes áreas: a fixação de pessoas e políticas; a afirmação económica e empresarial; um concelho de excelência educativa; coesão territorial e liderança regional.

Coelho Lima, nestes cinco domínios de intervenção, referiu-se ao que tem sido feito pelo PS e foi apresentando alternativas. Referiu a perda da população no concelho de Guimarães nos censos de 2011 face ao de 2001, quando os concelhos vizinhos de Famalicão e Braga aumentaram a sua populações em 5% e 11%, respetivamente. Defendeu uma especial atenção às vilas com registos de perdas de população e a criação de medidas para fixar a população no centro da cidade. Aqui, a discussão prendeu-se, tal como já se tinha registado com Domingos Bragança, com a questão do estacionamento ou da falte dele no centro da cidade.

O social-democrata foi muito crítico quanto às políticas culturais seguidas pelos executivos socialistas, mais concretamente ao nível das infra-estruturas. O que se passou com a CEC 2012 é um exemplo do que classificou como uma governamentação da “aparência em detrimento da substância”. Deixando no ar algumas questões: “Em que ponto estão as indústrias criativas? Onde está a sustentabilidade dos equipamentos culturais?”. Referiu-se, em particular, aos números dos bilhetes das entradas na plataforma das artes e criatividade, “6831 em 2013 e 3678 em 2014”. Defendeu a “promoção da investigação científica sobre Guimarães”, a “defesa da Citânia de Briteiros” e o “reforço do legado histórico de Guimarães”.

Relativamente à afirmação económica e empresarial de Guimarães, André Coelho Lima relembrou que Guimarães já foi referência a nível nacional. Criticou a “propaganda do regime da captação de investimento”, perguntando quantas empresas foram efetivamente captadas para Guimarães ou quantos postos de trabalho foram efetivamente criados. Nesta área, acredita que uma política a seguir seria conceder isenções em função dos contributos que as empresas dessem ao concelho.

Na educação, André Coelho Lima foi afirmando que a Câmara não deve ter receio em assumir mais competências nesta área e defendeu uma maior ligação da educação ao mundo empresarial.

No penúltimo ponto da sua apresentação relativamente à coesão territorial, Coelho Lima foi novamente muito crítico com os executivos socialistas. Refutou que a Câmara tenha uma visão estratégica para o concelho e considerou que se limita a “um desenvolvimento desregrado”. Deu como exemplo a revisão do PDM que, segundo as suas palavras, “parece não ser de ninguém”. Não compreende como é possível apresentar uma “Ecovia” desenquadrada do Plano da Mobilidade Concelhio ou como explicar a proposta inicial da Câmara sobre a via de ligação ao Avepark.

Defendeu a criação de um Observatório Energético visando a redução da fatura energética e advogou a defesa de um concelho verde e não propriamente uma capital verde.
Foi para a recuperação do lugar de Guimarães como referência regional e mesmo nacional que foi canalizada a parte final da intervenção de André Coelho Lima. Foi discorrendo sob o possível fim dos distritos, da eventual regionalização e da definição de um eixo entre Porto, Braga e Guimarães, em diferentes áreas de intervenção.

José Machado, moderador do debate deste dia 15 de maio, viria a finalizar esta sessão já perto da uma hora da madrugada, depois de o público ter colocado diversas questões e de se ter estabelecido uma troca de argumentos bastante aberta.