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Andamos a ver passar os aviões !!!
Terça-feira, Janeiro 8, 2013

Prepara-se para atravessar os céus de Portugal, vindo não sabemos de onde e dirigindo-se para algures, transportando não sabemos o quê nem por quem, numa aventura de fazer inveja a “Gagos” e “Sacaduras”, uma pequeníssima máquina voadora atira-se para os braços das nuvens, confiante na proteção divina.

Detetado o “passarão”, eis que a máquina da defesa comum, munida de toda a tecnocracia, define objetivos e parte em busca do intruso, do consensual prevaricador, do alvo a reconhecer e a punir.

Velocidade estonteante, capaz de se fintar a si própria, perde de vista o “passarito” que, talvez por intervenção divina, não deixa sinal de vida, numa confirmação do velho ditado popular de que “ao menino e ao borracho põe-lhe Deus a mão por baixo”.

Todos ouvimos falar, há tempos, desta história concreta: dois caças da Força Aérea Portuguesa vão no encalço de uma pequena aeronave suspeita, tendo fracassado total e ridiculamente o seu objetivo. Alguém voltou a ouvir falar do assunto? Eu não, tal foi o ridículo.

Em maré de balanço do ano de 2012, é esta simples história paradigmática do que vem acontecendo em Portugal. Os males estão identificados. No entanto, mobilizada a tecnocracia mais refinada e as estratégias do cardápio Alemão, soluções que não aceita para o seu próprio povo, vamos de objetivo em objetivo, de falhanço em falhanço, alimentando novos objetivos conducentes a novos falhanços sem, por uma única vez, se colocar a hipótese de ter que mudar a estratégia.

Um povo pacífico que um dia ousou ter uma vida um pouco mais confortável, vê-se agora acusado de irresponsabilidade, de ter vivido acima das suas possibilidades, de viver mais tempo do que o que é possível e de querer ter saúde, quando confrontado com a doença.

Raios parta o povo !!!!

Tire-se-lhe o dinheiro; morram os reformados; devolvam-se os automóveis à Alemanha e tudo ficará resolvido, enquanto assobiamos para o lado, olhando para o BPN.

Os objetivos e as estratégias são indiscutíveis. O povo é que tem que ser outro.