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Afinal tínhamos razão
Quinta-feira, Julho 9, 2015

Quando apontamos para a possível existência de irregularidades na Feira, tínhamos razão. Quem o confirma é a própria Junta de Freguesia, denunciando a existência de um caso de conduta reprovável por parte de um funcionário. Será caso único? Temos dúvidas.

Aliás, por chegarem até nós lamentos de eventuais vítimas de descriminação na atribuição de autorização para vender na Feira a quem não está para tal habilitado, com recusa a outros interessados, porque se opõem ao pagamento de “luvas”, há muito fizemos saber que a Junta de Freguesia devia adoptar uma prática diferente da que está em uso há anos, solicitando à empresa de vigilância a rotação do pessoal. Todo o pessoal, não apenas este ou aquele vigilante.

A Junta de Freguesia, sobretudo pela mão do respectivo presidente, sempre se opôs à fixação deste procedimento, alegando que as coisas estavam a funcionar bem não havendo motivo para as alterar. Agora, o presidente da Junta tem de se limpar a um guardanapo que não queria, tem de se ver ao espelho e tem de pedir desculpas.

As boas regras de gestão aconselham a rotatividade de determinadas funções, e a Junta, por negligência ou por ignorância, recusou o que é óbvio em qualquer organização. Pena é o tempo que se perdeu e está a perder.

Há dinheiros envolvidos, o que confere ao caso importância acrescida. Mas há o bom nome da Junta enquanto órgão autárquico e enquanto colectivo a que os cidadãos emprestam o nome e a cara.

Para muitas pessoas, o órgão autárquico não existe, existe é o fulano, o beltrano e o sicrano que fazem parte da Junta, que são a Junta, e não é correcto nem justo que pessoas impolutas se vejam envolvidas involuntariamente em processos menos limpos.

Por isso, este caso não pode ficar lançado para debaixo do tapete. Tudo tem de ser bem esclarecido e apurado. Para começar, promova-se a rotatividade dos vigilantes. Todos, repito, e não apenas deste ou daquele.

Pela nossa parte continuaremos a pugnar pela verdade, separando o justo do pecador.