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Afinal há esperança
Segunda-feira, Julho 9, 2012

No passado dia 29 de Junho, foi realizado o “Fórum do ambiente”. Como convidados estiveram presentes o Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Norte e um Eurodeputado muito interessado nas questões do ambiente.

O presidente da ARH Norte fez uma excelente apresentação e deu a conhecer aos presentes aspectos importantes da acção do Instituto que dirige e todos os poderes que detém para a preservação, conservação e melhoramento dos Recursos Hidricos.

No que nos interessa, ficámos a saber que a despoluição do Rio Ave é uma tarefa gigantesca e que só, até à presente data, foram gastos nele 227 milhões de euros. A luta pela despoluição e a consecução da meta pela qualidade da água em toda a extensão do Rio Ave, inicialmente projectada para 2015 fruto dos compromissos coma União Europeia; mas que, agora, estaria projectada até 2027: um alargamento do prazo motivado pelas dificuldades financeiras que a Europa atravessa.

A boa noticia é que o Rio Ave bem como os restantes recursos hídricos terão que alcançar um nível bom de qualidade da água. Portanto, a reposição de praias fluviais nas Taipas não é uma utopia de sonhadores.

Dentro das informações recebidas, colocou-se, em cima da mesa, um desafio: O Rio Ave, desde a praia seca até ao Arquinho, poderá ficar em boas condições muito antes daquele prazo: desde que a Câmara de Guimarães o queira. Basta haver vontade para isso.

É que existem fundos comunitários; existem apoios, existem parcerias. O que é necessário é vontade de fazer alguma coisa que não seja na urbe principal e também dispor de algumas verbas para a vila: quer para preservação do actual parque quer para um projecto mais abrangente e que una as duas extintas praias fluviais das Taipas.

Das informações recebidas, foi notada a parceria da ARH Norte com a Câmara Municipal de Guimarães para a recuperação da Ribeira de Roldes, em Fermentões. A uma escala maior, é possível intervir no Rio que banha as Taipas e estabilizar as suas águas a um nível bom de modo a permitir com segurança que se tome banho.

E qual o papel da junta de freguesia neste processo todo. Na falta de verbas que lhe permitam custear a sua parte num investimento de grande monta, o ter tomado a iniciativa, o de funcionar aqui, como alguém disse, como “agente provocador” cumpre a sua missão.

Afinal há esperança. O que é preciso é que o poder municipal, todo poderoso por sinal, queira fazer alguma coisa nas Taipas com uma junta de freguesia que, numa lógica de concentração de poder, não é bem o que eles queriam.

Bem, quem tem presente os resultados eleitorais na altura de decidir nunca deveria ser eleito para coisa nenhuma.