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A energia interna da Terra manifestou-se no sismo e tsunami do Japão
Quinta-feira, Abril 7, 2011

O sismo (interplaca) ocorrido no dia 11 de Março de 2011, ao largo da costa Este da ilha de Honshu, Japão (na região de Tohoku), que causou danos devastadores, apresentou magnitude de 9,0 na escala de Richter. Conforme anunciado pelos Serviços Geológicos Norte-Americanos (USGS), o epicentro deste sismo localizou-se a cerca de 130km a E da cidade de Sendai e a uma profundidade de 32km. A ruptura ocorreu numa falha inversa localizada na zona de subducção entre as placas litosféricas Pacífica e Norte-Americana. Foi emitido um alerta de tsunami para vários países e ilhas localizados no Anel de Fogo do Pacífico pelo Pacific Tsunami Warning Center.

A costa Este da ilha foi atingida por uma onda com 10 metros de altura que progrediu cerca de 1.5km para o interior provocando inúmeros estragos materiais. A 23 de Março tinham sido confirmados já 9487 mortos, 15617 desaparecidos e 2755 feridos, desta enorme tragédia, cujo balanço ainda está por finalizar.

Como se ainda não bastasse, o sismo causou danos nos sistemas de arrefecimento de centrais nucleares. Os mais graves ocorreram na central nuclear de Fukushima Daiichi, situada a aproximadamente 250 km de Tóquio, onde se deram várias explosões. As autoridades até ao momento evacuaram as populações num raio de 20km da central nuclear, mas será suficiente?

Agora a ameaça radioactiva é o centro das atenções dos Japoneses e de todo o mundo.