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Adeus Richard Burns…
Quarta-feira, Novembro 30, 2005

“Para os aficcionados…

O mundial de rallyes viu no passado dia 26 de Novembro desaparecer o seu campeão de 2001. Após dois anos de inactividade em virtude de lhe ter sido detectado um tumor cerebral em final de 2003, Richard Burns piloto inglês de 34 anos deixou um vazio no coração de todos aqueles que com ele puderam privar.
Iniciou-se em 1990 e daí ao titulo foram precisos 11 anos. Passou inicialmente pela Subaru ao lado de Colin Mcrae e Carlos Sainz em 1995, teve uma incursão pela MItsubishi até 1998 onde era colega de equipe de Tommi Makkinen a quem afirmava dever muito, referindo ter amadurecido muito com ele terminando com uma fantástica vitória no RAC. Seguiu-se uma passagem de dois anos pela Subaru em parceria com Juha Kankkunen, marca que o viria coroar como campeão do mundo em 2001. Em 2002 muda-se para a Peugeot onde tardou em evidenciar-se culminando com o seu abandono, por doença em final de 2003 justamente no seu rallye RAC.
Quem não se lembra das rivalidades entre Colin Mcrae e Burns pela luta do melhor bri-tânico, da sua constante boa disposição – que o diga o seu navegador Robert Reid com o qual detinha uma relação própria de dois irmãos – e timidez para com a comunicação social, do seu momento de revolta em 2000 no Rallye de Portugal quando por causa do pó ia deitando a perder uma vitória que desde a 1ª especial lhe estava pré-destinada, da sua forma muito particular de conduzir – sempre muito concentrado, da sua cara se deprendia de que o perigo está à espreita, posição de condução muito baixa e com a cabeça sempre à espreita da frente do carro, aquela imagem de estar a insistir com a caixa sequencial do Mitsubishi no rallye da grécia em 1998 levando-o à exaustão, entre outras imagens que para sempre recordaremos…
Caldas das Taipas detinha na altura um grupo de amigos intitulado NARP (Nucleo de Apoio aos Rallyes de Portugal) que com ele puderam privar e que de acordo com os mesmos perdeu-se o miúdo dos rallyes como teimavam em chamar-lhe e que por muito irritado que estivesse nunca conseguia perder os traços de um miúdo.
Advinhava-se o regresso do piloto porém assim não quiz o destino.Fecha-se mais um livro de recordações de um jovem piloto.
……deste desporto que teve já duas baixas de vulto em 2005″.

David Silva

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