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A defesa dos interesses dos vimaranenses não se proclama, pratica-se!
Quarta-feira, Julho 15, 2015

Não é novidade para ninguém que em Guimarães tudo aquilo que temos é conseguido, sempre, com muito esforço, muita dedicação e à custa de muito trabalho, mesmo em áreas cuja responsabilidade está cometida ao Estado!

É disso exemplo a instalação do Tribunal da Relação de Guimarães, em 2002, na altura muito disputado também pela vizinha cidade de Braga, acabando por cá ser instalado pelo papel preponderante da nossa Câmara Municipal que adquiriu, recuperou, adaptou e disponibilizou um emblemático edifico setecentista – a Casa dos Coutos -, localizado no largo da Misericórdia, coração do nosso centro histórico, onde ainda hoje funciona. Não fora a intervenção da Câmara Municipal e certamente hoje funcionaria numa outra cidade. Mas não só, há outros exemplos que poderiam aqui ser apontados, como é o caso da aquisição e disponibilização de terrenos para construção de escolas e equipamentos de saúde.

Mais recentemente surgiram notícias, credíveis, de que a curto prazo, por forma reduzir os custos de funcionamento de um dos serviços do Estado aqui sedeados há décadas, o do Centro Local do Ave da Autoridade para as Condições o Trabalho, correria o risco de ser desativado e integrado nos serviços sedeados na vizinha cidade de Braga, numa politica do “encerra tudo” deste (des)governo que apenas se preocupa com o lado economicista das questões e não com os problemas dos portugueses e muito menos, neste caso em concreto, com os trabalhadores vimaranenses e muitos outros de concelhos limítrofes. Pois bem, também aqui, para que não se concretizasse intenção de desativação e deslocalização de tão importantes serviços da Autoridade para as Condições do Trabalho, que está na calha, a nossa Câmara Municipal desencadeou um processo de reabilitação e adaptação da denominada Casa de Donães, com o intuito de assegurar que tão importantes serviços continuem a ser assegurados na nossa cidade.

Mas há coisas que, como diz o “nosso”, nem ao diabo lembram!

Sendo necessário assegurar novas instalações para instalar o Tribunal de Família, resultante da denominada reorganização judiciária, não se compreende que, existindo um edifício, neste momento sem qualquer função e paredes meias com o atual Palácio da Justiça, que reúne todas as condições para assegurar o seu funcionamento, que é pertença do Estado, o mesmo Estado o coloque à venda!

Muito menos se compreende que perante esta estranha decisão de alienação por parte do Instituto da Gestão Financeira da Segurança Social, entidade estatal, se pretenda que o Município exerça o direito de preferência, “sacrificando” para isso verbas do seu orçamento para adquirir um edifício a um Ministério – o da Segurança Social -, para o entregar a um outro Ministério – o da Justiça -, como defendeu o PSD e o CDS-PP na última reunião de Câmara. Uma posição, no mínimo estranha (ou talvez não)! Não seria mais acertado, na defesa dos interesses de Guimarães e dos vimaranenses, convencerem o Governo a não vender?

A defesa dos interesses dos vimaranenses não se proclama, pratica-se com ações concretas, com posições claras de apoio às decisões acertadas e critica às decisões que manifestamente prejudicam Guimarães e os Vimaranenses. É essa a atitude da Câmara Municipal, por palavras e atos. Não é essa a atitude do PSD e do CDS/PP que insistem numa prática diferente do discurso.