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Acção pela vida
Terça-feira, Março 11, 2003

Não era este o tema previsto para o meu habitual artigo de opinião se, ao pegar na caneta, não tivesse surgido nas nossas televisões a apresentação do Plano Nacional de Prevenção Rodoviária “Trânsito- Acção pela Vida”.
Mais uma vez o nosso Governo dá provas das suas preocupações com o bem estar dos portugueses, ao lançar um programa com o objectivo de alcançar uma redução de 50% do número de mortos e feridos graves até ao ano de 2010, com bases propostas pela Comissão Europeia.
Os problemas estão identificados: os comportamentos dos nossos automobilistas; as violações do Código de Estrada; a falta de educação cívica de uma parte significativa dos condutores, agravada pela sensação de impunidade; a ineficiente coordenação das várias entidades; a insuficiente preparação técnica dos intervenientes no sistema; a ausência do empenhamento do sistema educativo rodoviário das crianças e jovens e o sistema de formação e avaliação de condutores inadequado, entre outros, obriga a intervenções nas diferentes áreas e à criação de níveis elevados de segurança, seja conferido em estatuto prioritário na agenda política como está que, independentemente do empenha-mento político e das estratégias de actuação, a eficácia destas medidas dependerá também de um diferente comportamento de cada cidadão.
Senhores automobilistas: não será por demais reflectir seriamente sobre esta estratégia global de combate à sinistralidade rodoviária, se todos pensarmos que estas medidas conduzem ao combate de um dos maiores flagelos dos nossos dias, protegendo as pessoas dos acidentes que as afastam do nosso convívio pela morte ou que as deixa atrofiadas para toda a vida. Acautelem-se, os nossos automobilistas, pois às autoridades fiscalizadoras foi recomendada “mão pesada” no sentido da redução da sinistra-lidade.
Cabe a todos nós colaborar nesta “Acção pela Vida”, embora ainda não conheça em pormenor o plano, é imprescindível que os vários agentes contribuam como é seu dever, para a educação e prevenção dos cidadãos.
A preocupação, neste caso dos políticos, pela redução da elevada taxa de sinistralidade rodoviária, deve passar do mero plano das intenções. Daí a minha satisfação e regozijo pelo estatuto prioritário que este governo conferiu à segurança rodoviária, com a tomada de medidas enérgicas, é caso para dizer, ”Portugal em Acção”.