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A call for teachers
Quinta-feira, Novembro 14, 2013

A instituição de um Dia do Professor pela Unesco prende-se com a necessidade de alertar as sociedades e os poderes políticos para o papel primordial que os professores desempenham na construção e formação das personalidades dos jovens.

Infelizmente, a comemoração de um dia especial vem demonstrar que os professores não recebem a atenção que merecem.

É preciso, é urgente apreciar e promover a profissão docente!
Parece tão longínquo o tempo em que o professor era uma das pessoas mais importantes da aldeia, em conjunto com o padre, o regedor e a GNR!

Passaram-se umas décadas e uma revolução que, sem dúvida, revolucionou as mentes e, também, infelizmente, os comportamentos. As regras deram uma cambalhota e os professores de queridos passaram a ser responsabilizados por tudo quanto de mal grassa na sociedade, levando as pessoas a esquecerem-se do papel fundamental que desempenham no seu desenvolvimento.

O sistema educativo atual, em apenas cinco anos, mandou para o caixote do lixo tudo quanto de bom se conseguiu conquistar nas últimas décadas. A desculpa da crise económica foi como um grande terramoto na educação.
Como é que o sistema educativo pode ser um terreno propício à educação, à preparação de uma sociedade vindoura culta e preparada para a vida, se esse terreno está minado por quem manda, arriscando quantos nele pretendem trabalhar de morte ou de mutilações horrorosas? Não é isso que tem sido feito? Destruiu-se a educação de adultos (os CNO desapareceram!), limitou-se a criação de cursos de educação e de formação, de PIEF, de CEF,… reduziu-se drasticamente o número de professores, aumentou-se o número de alunos por turma, deu-se um valente corte nos apoios em geral e aos alunos com necessidades educativas especiais, muito particularmente… fomentou-se o desemprego em massa…

O que ficou? A exigência com mais exames, ou seja, o reforço dos dispositivos de seleção e de exclusão escolar.

João Formosinho disse: “É importante que haja ilhas de diferenças no sistema educativo, o que pressupõe uma autonomia organizacional e pedagógica.”

Diferenças? Onde está a escola inclusiva? Pretende-se que os alunos sejam empreendedores, dinâmicos, criativos, autónomos, capazes de resolver problemas… mas defende-se a escola transmissiva, diretiva, estrita e uniformizadora.
Que querem os professores?

Não queremos um dia, queremos os dias todos. Deixem-nos trabalhar e preparar o futuro, mas deem-nos condições, parem com os normativos que só prejudicam os alunos, pensem antes de tomarem qualquer medida que vai encher os bolsos de uns quantos e esvaziar o país e as mentes.

Não se pode brincar com a educação, pois é o futuro que estamos a colocar em risco.

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