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Abertura à discussão pública da ligação ao Avepark gera consenso
Segunda-feira, Fevereiro 9, 2015

Colocar em discussão pública a ligação da cidade ao Avepark acolhe a unanimidade das posições, tanto do poder como da oposição. Estudo da Universidade do Minho poderá ser o lançamento dessa discussão alargada. As diferenças quanto a essa ligação, no entanto, mantêm-se.

Domingos Bragança, no final da reunião do executivo vimaranense de 5 de fevereiro, voltou a afirmar que a Câmara mantém a mesma posição quanto à via dedicada Avepark/Taipas. Espera um largo consenso sobre esta nova via que terá de contar com os apoios comunitários. Para estabelecer esse consenso, Domingos Bragança avança com o debate público a efetuar após a Universidade do Minho apresentar o estudo que está a desenvolver. Aponta o final do ano como horizonte temporal para que o projeto possa estar concluído de forma a avançar-se com o estudo de apoio financeiro.

A apresentação pública e o debate consequente da nova via é saudada por toda a oposição. Torcato Ribeiro, da CDU, considera que, tratando-se de uma via estruturante para o concelho, e face à sua importância, “com ligações à vila de Caldas das Taipas”, deverá ser “discutida publicamente”. Torcato Ribeiro, questionado sobre qual a seria a melhor solução, se a apresentada por Domingos Bragança ou pela coligação Juntos por Guimarães, teve uma resposta neutral: “A CDU está do lado da solução que melhor servir os vimaranenses” e que, nesta questão, “todas as forças políticas estão, à partida, na procura dessa melhor solução e só com esse debate encontraremos a melhor resposta”. O vereador da CDU referiu ainda que a via a implementar não fará sentido se for totalmente dedicada ao parque de ciência e tecnologia, deveria poder conciliar a ligação ao Avepark com a resolução da “ligação da cidade à vila de Caldas das Taipas, sem esquecer o parque de Ponte”.

André Coelho Lima relembrou que sempre defendeu o debate público sobre esta questão e que este nunca foi concedido pelo PS, tendo sido mesmo recusada uma moção na Assembleia Municipal sobre o assunto: “Agora, pelos vistos, há essa disponibilidade e estamos satisfeitos com isso”. Sobre o estudo encomendado à Universidade refere que a “Câmara já não está tão certa quanto ao primeiro projeto que apresentou inicialmente”. Recordou a proposta da coligação para a requalificação da Nacional 101, acrescentando que a construção de uma via dedicada tem de implicar a requalificação dessa nacional, “isto é, na nossa opinião, aquilo de que o concelho de Guimarães precisa”.
O líder da coligação Juntos por Guimarães criticou o trajeto inicialmente apresentado pelo executivo, dizendo mesmo que era um “ataque grosseiro do ponto de vista ecológico e ambiental e contraditório com a intenção de Capital Verde Europeia” justificando que esse traçado “rasgava territórios que são reserva agrícola nacional, que são reserva ecológica nacional e rasgava freguesias ao meio” e que a afastava da vila termal, tendo em conta, como acrescentou, que a “Nacional 101 é praticamente uma linha reta entre o centro da cidade, a vila de Ponte e a vila das Taipas”.