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A Tolerância
Sexta-feira, Dezembro 19, 2014

A atitude de tolerância leva-nos a respeitar as pessoas, mesmo quando estas fazem o mal. É evidente que não permanecemos indiferentes perante o erro, o mal, o egoísmo. Mas respeitamos as pessoas. Mas a realidade é que na sociedade ainda existem muitos inimigos da tolerância. Hoje começamos a apresentar alguns deles.

A tolerância define-se como o respeito da diversidade, pois todos fazemos parte de uma humanidade onde todos são iguais em dignidade, mas diferentes.

Somos iguais e somos diferentes: esta é a realidade humana. Precisamos de nos enriquecer mutuamente, assumindo com alegria a igualdade e as diferenças. Necessitamos de criar um clima de tolerância.

A intolerância quer desconhecer que cada um de nós foi criado por Deus de uma forma tão original, que não existem duas pessoas iguais. Foi como que tivesse utilizado para cada um de nós um molde diferente.

A atitude de tolerância leva-nos a respeitar as pessoas, mesmo quando estas fazem o mal. É evidente que não permanecemos indiferentes perante o erro, o mal, o egoísmo. Mas respeitamos as pessoas.

A atitude de tolerância leva-nos, por exemplo, a sofrer sempre que pessoas são assassinadas por motivos de limpeza étnica, ou existem discriminações por razões de raça, sexo ou religião. E isto acontece na sociedade, onde ainda existem muitos inimigos da tolerância.

OS INIMIGOS DA TOLERÂNCIA
Para criar um clima de tolerância, é preciso eliminar os factores que põem em perigo a paz, como são: a violência, o racismo, a xenofobia, o nacionalismo agressivo, a violação dos direitos humanos, a intolerância religiosa, o terrorismo, a desigualdade social.

A VIOLÊNCIA atenta, em primeiro lugar, contra o direito fundamental à vida e à integridade física. A violência estabelece a vitória e a hegemonia dos mais fortes, sem se questionar onde estará a razão ou a verdade. A violência e a sua expressão mais globalizada, a guerra, utiliza os recursos humanos e económicos que são necessários para lutar contra a pobreza, a marginalização, o analfabetismo e as doenças.

Numa situação de violência institucionalizada, uns poucos decidem as acções violentas e a maioria sofre. Esta é a pior das violências: com uma aparência de ordem, mantém-se um sistema de opressão.

Também existe a violência na vida quotidiana, seja através de atitudes, seja de palavras. De facto, há palavras que podem ferir mais que um gesto ou atitude.

O RACISMO estabelece uma hierarquia entre as diferentes modalidades físicas da espécie humana, segundo a cor da pele, a forma dos olhos, o aspecto do rosto…, que leva a situações sociais de discriminação, rejeição, limpeza étnica, violência e até genocídio.

Em várias ocasiões quis-se justificar o racismo com supostas razões de tipo filosófico ou científico, segundo as quais o desenvolvimento e o progresso estariam vinculados à pureza e predomínio de uma raça superior sobre outras inferiores.

Mas o racismo está presente também entre nós e afecta o relacionamento com os emigrantes de raça negra ou com os ciganos.

A XENOFOBIA estabelece uma rejeição generalizada contra toda a pessoa ou grupo humano considerado “estranho” ou “estrangeiro” em relação ao grupo que se constitui como “autóctone”. Esta rejeição torna-se extensiva a qualquer manifestação cultural linguística, religiosa, etc., de dita pessoa ou grupo.

A atitude xenófoba torna difícil ou impossível a integração de uma pessoa externa ao grupo social dominante, ficando assim marginalizada social, cultural e economicamente.

Aproveito para desejar a todos um santo e feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde, paz, esperança e felicidade.