A Saúde, a exemplo de outras áreas, está “doente”, muito doente!
Segunda-feira, Fevereiro 9, 2015

Infelizmente, a saúde em Portugal neste início do ano tem sido notícia pelos piores motivos. O mês de janeiro registou, um pouco por todo o país, um número muito significativo de incidentes, com custos elevadíssimos para alguns portugueses que acabaram por perder a vida em plenas urgências hospitalares, sem receberem qualquer tipo de assistência médica.

Dito desta forma até pode parecer que a responsabilidade poderá ser assacada aos profissionais de saúde que trabalham nos locais onde infelizmente ocorreram aquelas lamentáveis ocorrências. Puro engano!

Na generalidade estamos perante excelentes profissionais que dão tudo e que, face à falta de recursos humanos, são “obrigados” a cumprir autênticas maratonas laborais, assegurando em muitos casos mais do que um turno, mas que não conseguem “fazer” milagres. Há relatos de falta de profissionais de saúde, de falta de pessoal auxiliar e, também, de equipamentos tão simples como macas (que o digam as corporações de bombeiros deste país), seringas, agulhas, material para colheitas de sangue e, pasme-se, medicamentos!

O caos a que chegou a saúde em Portugal tem apenas um responsável: o “nosso” Governo e as políticas de saúde que tem procurado implementar como, por exemplo, as notícias de ameaça de encerramento dos serviços ao fim-de-semana de muitas Unidades de Saúde Familiar, levando a que utentes recorram aos serviços de urgência hospitalar, onde são “obrigados” a esperar horas a fio pelo atendimento.

É este Governo ultraliberal que está a destruir o Estado Social, a Escola Pública e a concretizar também o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde.

É um Governo que não está a olhar a meios para, obcessivamente, diminuir o défice e a dívida. Que corta no ensino, na investigação, na saúde, na área social; que não paga e que leva, por falta de liquidez, empresas à falência; que convida os nossos jovens mais qualificados a emigrar e, com o investimento que o país fez em cada um deles, a contribuir para criar riqueza em países como a Alemanha, a França, a Inglaterra, etc.
Temos hoje, infelizmente, cada vez mais pobres, fruto destas medidas austeras deste (des)governo de direita. Que a esse problema responde com a criação de mais cantinas sociais, qual “sopa dos pobres” doutros tempos. A pobreza infantil em Portugal regista hoje uma taxa superior aos países da OCDE, entidade que que recentemente divulgou um relatório que refere que Portugal cortou na despesa de saúde mais do dobro do que se havia comprometido com a troika!

Não deixa de ser curioso que, para quem prometeu cortar nas gorduras dos Estado, o esteja a fazer em áreas tão importantes como a Escola Pública, a área social e o Serviço Nacional de Saúde.

A Saúde, a exemplo de muitas outras áreas, está “doente”, muito doente!