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A 1000 Km das Taipas
Quinta-feira, Julho 11, 2002

Caros leitores, quando vos escrevo este artigo, estou a mais de 1000Km das Taipas. Em representação do Clube de Caçadores das Taipas, com três dezenas de atletas, mais directores, treinadores e pais desses mesmos atletas. Estamos ou esperamos estar a dignificar o nosso país e em particular a nossa terra, Caldas das Taipas.
Ocorreu-me fazer um artigo relacionado com esta digressão. Mas, folheando o último número do “Reflexo”, resolvi alterar o tema.
Como sou pessoa de emitir a minha opinião, por vezes crítica, sobre aquilo que ouço ou leio, é sobre um artigo transcrito nas páginas deste jornal que vai incidir todo o espaço que me foi concedido para criticá-lo.
Esse artigo da autoria do professor Paulo, um companheiro e amigo “cronista”, foi o espaço que ele escolheu e muito bem para “tentar” justificar porque deu a “cambalhota”. Este termo é no bom sentido, mas que me deixa intrigado é uma realidade. Porque eu recordo-me de algumas conversas num passado muito recente em que nós os dois e em público assumíamos as críticas à forma de gestão da autarquia taipense e que não era coincidente com a do “Engenheiro”.
E muito sinceramente, meu caro professor Paulo, de lá até às eleições autárquicas nada mudou. E se tal convite e conversa o convenceu, foi muito fácil, porque palavras leva-as o vento e de promessas está o inferno cheio. Quando se tem convicções e ideias para uma terra não é fácil mudar e se não formos coerentes com aquilo que defendemos e queremos para a nossa terra, entramos mal na vida autárquica.
Permita que lhe faça um reparo. Todos nós entendemos a sua “necessidade” em se apresentar aos eleitores menos atentos, através do seu currículo nas instituições taipenses que “representou” e até lembrando da longevidade taipense, é político, fica bem. Mas isso não lhe dá o capital político para fazer o tipo de críticas e o modo como as fez no último artigo transcrito. Dá a entender nesse artigo um certo “gozo”, e se for, considero um “gozo saloio”, que não lhe fica bem e baixa o nível da crítica. Essas críticas estavam direccionadas em dois sentidos: MTAC e o senhor Armando Abreu.
Em relação ao MTAC, e ninguém me passou procuração para os defender, penso que esse ”gozo” é injusto, pelo simples facto de que as pessoas podem ter ideias e objectivos diferentes para a nossa terra e não é isso que é criticável. Porque muitos de nós defendem, ou melhor defendiam, algumas das ambições de que os partidários deste movimento defendem, só que mudaram-se os tempos mudaram as vontades.
Com o senhor Armando Abreu, distinto taipense, secretário da Junta de Freguesia e assessor do senhor Governador Civil de Braga, aquela piada das chaves, leva-me a pensar que talvez o lote daqueles que ficaram incomodados e indispostos pela nomeação do cargo de assessor do Governador Civil é mais vasto do que eu imaginava.
Sem mais, despeço-me com cumprimentos.

E viva as Taipas!