A Igreja não condena os homossexuais
Domingo, Setembro 2, 2001

A Igreja, portanto, não pode condenar a pessoa homossexual, mas deve ser mãe e mestra para com ela. Em relação à pessoa homossexual a Igreja deve:
– estimá-la, enquanto pessoa;
– amá-la com um amor particular, porque ela tem necessidade de ser amada;
– pedir-lhe para acreditar no amor infinito de Deus;
– ajudá-la a aceitar o seu desvio e, ao mesmo tempo, a controlá-lo;
– incutir no seu coração grandes ideais que dêm sentido à sua vida;
– ajudá-la a interiorizar esta convicção: eu tenho valor porque sou pessoa e filho/a de Deus;
– evangelizá-la sobre o facto que uma pessoa é grandiosa não por causa das suas tendências, mas devido ao seu amor por Deus e pelos outros;
– ajudá-la a intuir as grandes vocações bíblicas a que ela é chamada a responder: glorificar Deus, entrar em comunhão com Ele, entrar em comunhão com os outros, atingir a maturidade (que consiste numa grande capacidade de amar), etc.;
– inseri-la em grupos cristãos, em que se sinta estimada, amada, integrada.

– A Igreja deve, no entanto, condenar a actividade sexual com pessoas do mesmo sexo:
– porque é uma verdadeira traição do projecto originário de Deus, que criou o homem e a mulher para que se ajudassem e se completassem;
– porque a prática homossexual contradiz a verdade sexual: verdade que exige um dom completo, a todos os níveis, de um homem e de uma mulher;
– porque a prática homossexual não realiza a complementaridade física, psicológica e espiritual que comporta a dupla polaridade dos sexos;
– porque a prática homossexual, em última análise, é destruidora da pessoa, embora dê a impressão de uma plenitude emocional, que não é duradoura;
– porque a prática homossexual não permite a concretização da procriação que é um fim intrínseco da sexualidade.
Estas razões, de simples moral humana, levam a Igreja a dizer não às relações homossexuais.
O actual permissivismo acerca deste assunto é devido ao falso conceito de que a pessoa tem direito ao prazer sexual, enquanto que a pessoa tem é direito a crescer como pessoa e tem o dever de evitar tudo aquilo que a diminua e a empobreça.