A (re)afundação de um País
Terça-feira, Novembro 6, 2012

O nosso Ministro das Finanças utilizou uma metáfora sugestiva, a propósito do caminho de austeridade que temos sido obrigados a seguir. Compara Vitor Gaspar esta caminhada a uma corrida de maratona, modalidade de atletismo que se carateriza pela persistência e pela determinação.

Tentam explicar-nos que a chegada à meta é certa, tendo para tal que passar pelas agruras de uma austeridade que ameaça privar-nos da energia que nos permita tentar continuar a corrida.

Decididos a correr, importa saber com que objetivo o fazemos, se se trata de um mero exercício de dispêndio de energia ou se queremos chegar a algum sítio. De seguida, gostaríamos de saber se a direção é a certa, sendo que, salvo erro, se trata da direção que liga o abismo e a recuperação do País.

Contudo, pelo que vamos percebendo nas medidas anunciadas para 2013, reincidentes das que vão produzindo os catastróficos resultados de 2012, ficamos com a certeza de que caminhamos no sentido do abismo, da recessão e do empobrecimento.

Em suma, a direção pode ser a certa. No entanto, o sentido é o contrário, sendo necessário inverter completamente a política de austeridade sobre austeridade, encontrando caminhos que conduzam à recuperação.