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75 anos de vila infante
Sexta-feira, Junho 12, 2015

No ano de 2015, a vila de Caldas das Taipas faz 75 anos de elevação a vila. Quantas vezes nos questionámos o porquê das comemorações dos aniversários das pessoas e das instituições.

Na Vila das Taipas existem três entidades de grande prestigio que comemoram os seus aniversários com uma certa pompa: a Banda de Música; os Bombeiros e o Clube Caçadores das Taipas. E refiro estas três entidades, por sinal todas elas associações civis, por terem escrito na sua história uma antiguidade muito superior à da própria vila. Portanto, são associações, de fundação e com existência anterior à povoação com categoria de vila.

Assim, a Banda de Música regista mais de 180 anos; os Bombeiros mais de 120 anos e o C.C. Taipas mais de 90 anos.

Estas associações comemoram os aniversários com o fim deliberado de registar o aniversário, publicitar e afirmar junto dos sócios a sua existência; unir os associados; apregoar junto das autoridades o interesse público das finalidades e actividades; consolidar a associação.

As associações, embora a sua existência se contabilize em anos, não têm idade no sentido humano da palavra; verificando-se o inverso das pessoas: enquanto as pessoas caminham para a morte; as associações caminham e devem caminhar para serem mais fortes e mais vivas. A idade de existência enquanto factor de concentração e de sedimentação do passado, tanto a nível patrimonial como pessoal, é que será distintivo dessas entidades.

As comemorações do aniversário das associações têm essa característica: o confronto da entidade associativa com o seu passado, presente e futuro.

A característica das associações é que têm recursos e património que lhes permitem, com a autonomia dos seus órgãos, prosseguir os objectivos próprios do ente colectivo.

Nas comemorações dois 75 anos da elevação de Taipas a vila, podemos e devemos de conhecer o mau e o bom do passado numa perspectiva de compreensão do presente; assumir o futuro como algo que a todos nos diz respeito e que esse futuro traduzido em objectivos terá que ter concretização por uma progressiva consciência de que dependemos demasiado de outros que não estão cá para podermos decidir e conseguir tudo aquilo que ansiámos.

É necessário ganhar consciência da nossa força, e fazê-la valer, para ganhar o futuro.