25 anos do PJ ao serviço da Educação
Terça-feira, Agosto 7, 2012

O Pequeno Jornalista, o mais antigo jornal das Taipas, festejou as suas 26 primaveras. Nascendo do “sonho” e da vontade inabalável da sua coordenadora de sempre, a professora Teresa Portal, a sua 55ª edição comemo0ra as Bodas de Prata, um acontecimento que vai sendo raro nos dias de hoje, em que o efémero e o imediato assentaram arraiais. Foram muitos anos de trabalho árduo e manual (montagem a tesoura e cola antes do computador aparecer nas “instalações” do PJ), mas fonte de muitas alegrias, como ver o trabalho reconhecido, nacionalmente, por duas vezes (em 92/93 com o 2º lugar e em 95/96 com o 3º), antes de se transformar em bianual para dar hipóteses aos outros de conseguirem o mesmo troféu.

O seu objetivo primordial, desde a 1ª edição, foi permanentemente perseguido e obtido – plasmar o historial da escola nas suas páginas, para que a história feita entre as paredes desta escola possa ser do conhecimento público e relembrada.

E foram cerca de 9000 alunos que a frequentaram desde 87/88, ano que marcou o início do clube de jornalismo como centro de tempos livres, com cerca de 120 alunos e 4 professores a lecionarem jornalismo. E os anos passaram, os governos e as vontades mudaram e as tais horas desapareceram e do clube apenas permaneceu o seu órgão informativo. Com mais ou menos folhas (nunca houve um número certo, pois as secções surgiam e desapareciam), com cor desde 94 nas 1ª e última páginas, com o Prá Pequenada (que, curiosamente, nasceu antes do agrupamento) para os mais pequeninos, o Pequeno Jornalista sempre soube responder às exigências que lhe foram sendo colocadas. Durante muito tempo, a secção de Publicidade aguentou, total ou parcialmente, a edição do PJ em suporte papel. A partir de dada altura, quando a coordenadora e os seus colaboradores deixaram de poder deslocar-se até junto dos anunciantes, a escola assumiu a edição anual do seu órgão informativo.

Falo agora na 1ª pessoa, enquanto coordenadora. O PJ foi um filho que lancei para o mundo. Acarinhei-o e, muitas vezes, me irritei e perdi a cabeça e a paciência. Águas passadas…

Quero aqui agradecer à comunidade que me apoiou (todas as firmas e empresas que o publicaram- era um jornal reconhecido pela muita publicidade que continha). Quero agradecer a todos quantos louvavam e apreciavam o trabalho feito.

Quero agradecer aos funcionários que andam para trás e para diante atrás de anúncios e levando e trazendo o jornal.

Quero agradecer aos alunos que frequentaram o clube de jornalismo e àqueles que, ultimamente, frequentaram a Oficina de Jornalismo e de Escrita Criativa (recriada há 3 anos para, enquanto subdiretora, poder manter um contacto com os alunos e dando origem ao jornal mensal online – O Pequeno Jornalista e, este ano, originando os pequenos jornalistas, no wikijornal, também online) que fizeram parte integrante do sonho e, nas andanças jornalísticas, visitaram o Correio do Minho (várias vezes), o Comércio de Guimarães e a Rádio Santiago, o Museu Nacional da Imprensa, o Museu da RTP e os estúdios da Rádio e da Televisão.

Quero agradecer aos meus alunos e a todos os outros que, durante anos, alimentaram as múltiplas secções do PJ.

Quero agradecer aos professores que comigo colaboraram, que me incentivaram, que me apoiaram nas horas de desânimo e também àqueles que sempre descobriram algo para criticar, as tais vozes dissonantes, os velhos do Restelo que falam gratuitamente, mas que são necessários e essenciais numa instituição para mostrarem que ela está viva e para retemperarem as forças e darem mais vontade, mais raiva de prosseguir, porque vozes de burro não chegam ao céu.

Obrigada a todos por estes 25 anos. Não parámos e pretendemos continuar, mas… o futuro a Deus pertence.