2021 com muitas incertezas
Quinta-feira, Janeiro 7, 2021

Raros são os setores que não estão a sentir a crise generalizada causada pela Covid 19. No entanto, há setores que tiram vantagens de quando tudo está em baixo. Num texto de opinião, Francisco Louçã, no jornal Expresso, afirma que os grandes beneficiadores da crise económica são os títulos financeiros. Refere que as pessoas estão a adiar aplicar o seu dinheiro na aquisição de novos produtos. Por outro lado, os juros bancários (como toda a gente sabe) estão baixíssimos (ou ainda se paga para ter o dinheiro nos bancos). As empresas, perante a redução do consumo, temem investir, o que pode levar ao desemprego. Perante esta realidade, Louçã afirma que estamos perante um cenário de deflação que empurrará os investidores para o mercado financeiro, que se irá autoalimentando até… a bolha rebentar.

Ou seja, será difícil termos um 2021 pior que o ano que finalizou, mas não será tão improvável quanto isso.

 

Nas questões sociais, apesar de alguns sinais pessimistas, podemos esperar melhores dias. A vacinação e o caminhar para a imunidade de grupo, acreditamos (ou queremos tanto acreditar), levará a que algumas medidas possam ser levantadas. Os jovens reclamam pela sua liberdade social (apesar de algumas vezes de uma forma demasiado egoísta). Os idosos merecem ter um tratamento mais pessoal e um contacto direto com os seus familiares. As pessoas precisam urgentemente de retomar o seu trabalho normal. Os serviços do estado, ainda mais urgentemente, e em todos os setores, precisam de abrir as portas aos seus utentes.

As escolas, como vemos na reportagem desta edição, apesar de terem um desempenho abnegado e empenhado por parte dos seus profissionais, precisam que se regresse a um ensino presencial em pleno (sem alunos e professores em isolamento), para se terminar com um ensino à distância pouco eficaz e com resultados muito duvidosos. Temos de ter um ensino onde alunos e professores possam ver as expressões dos rostos, sem estes terem uma máscara que impede a comunicação plena. Tudo isto para se evitar o acentuar das desigualdades de oportunidades.

Apesar de algum pessimismo do texto, sou dos que acreditam que seremos capazes de dar a volta a estes problemas.

 

SOBE

Vacina

Num ano que ficará na história da humanidade, o destaque vai mesmo para algo que se espera ter um peso significativo na solução do problema. A aprovação e consequente início da aplicação da vacina contra o Covid 19 será o acontecimento do ano pela positiva.

Não se vislumbra outra forma de os países retomarem o seu crescimento económico e de as populações saírem da depressão em que estão mergulhadas.

 

DESCE

Covid 19

A pandemia causada pela Covid 19 tornou-se o acontecimento de 2021 e marcante na história da humanidade mais recente. Revelou o que de melhor e pior tem um ser humano face a uma adversidade. Impôs um cataclismo nas economias que terão de recuperar a curto prazo. Temos uma geração mais nova que sofreu (ainda que ao de leve) a sua primeira contrariedade. Falta saber como vamos ultrapassar isto tudo, bem como ultrapassar os problemas dos confinamentos.