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110 anos do cinematógrafo nas Caldas das Taipas
Quinta-feira, Fevereiro 27, 2020

As primeiras referências documentais sobre a atividade cinematográfica nas Caldas das Taipas, encontramo-la em julho de 1909. Na edição do semanário vimaranense “Independente”, de 19 de julho de 1909, nº393,  que se publicava aos sábados, temos conhecimento de que nas Caldas das Taipas se tinha projetado um cinematógrafo Pathé, “cujas fitas são d’uma nitidez perfeitíssima e cujas sessões teem sido extraordinariamente concorridas”.

Nesta notícia intitulada “Cinematographo nas Taipas”, é dito que nos dias 19 e 20 de julho (sábado e domingo), seriam realizadas duas sessões diárias de tarde e à noite, com a fita “Vida e obra de Cristo”, que se “compõe de 40 quadros differentes e com a extensão de 1200 metros” de fita.

Esta notícia não refere o local, no qual seria exibida esta película, nem o preço de entrada. Apenas é dito que era empresário o sr. Inácio Rijão, e que a máquina de projeção era da marca “Pathé”. Efetivamente, este empresário reflete a tendência que na época ocorria no cinema. Este perdia a sua dimensão artesanal para entrar na era capitalista, na qual os filmes são alugados a difusores locais, pelo intermédio de empresas concessionárias e instala-se então o sistema que vigora ainda hoje no cinema.